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Gestão

Convergência é tendência para governança em TI

Entre ITIL, Cobit e PMI, fique com os três. Os resultados? Maior abrangência e aproveitamento das melhores práticas.

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

16 de outubro de 2006 - 10h07
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Que o interesse das companhias em estruturar suas operações de acordo com boas práticas previstas em frameworks disponíveis no mercado tem crescido, não há como negar. A sopa de letrinhas composta por Cobit, PMI e ITIL, por exemplo, já faz parte do “cardápio” de diversas empresas no País e avança rumo à maturação.

Segundo os especialistas, de maneira geral é passada a fase de reconhecimento primário das melhores práticas e as companhias têm olhado com cada vez mais atenção para o processo de intercâmbio de disciplinas dos frameworks. “Muitas têm compreendido que talvez não seja necessário implantar o ITIL por inteiro, mas adotar algumas áreas que lhes pareçam mais adequadas e mesclá-las com outras do Cobit, por exemplo. É chegada a fase da convergência na governança”, comenta Sergio Rubinato Filho, vice-presidente do itSMF Brasil.

César Monteiro, diretor geral da consultoria IT Partners, explica que as iniciativas são criadas a partir de um pensamento matricial, em que certas disciplinas do ITIL se cruzam com outras de Cobit ou PMI. Nas operações do dia-a-dia, as melhores práticas se encontram e fomentam a organização da companhia como um todo. “A convergência entre as diversas disciplinas de ITSM – gerenciamento de serviços de TI – é a melhor forma para levar ao que há de mais avançado em gestão”, acredita o executivo.
Na corretora de valores Hedging Griffo unir práticas previstas pelo ITIL, Cobit e PMI justamente com esse pensamento matricial foi a melhor solução para melhorar a governança de TI e alinhar as operações às demais áreas da empresa.

Segundo Renato Steinberg, CIO da companhia, de outubro de 2005 a maio deste ano, a empresa passou por uma reestruturação da equipe e apostou primeiramente no ITIL. Posteriormente, com apoio da IT Partners, a empresa incorporou disciplinas relativas a gestão de projetos (PMI) e, em seguida, partes do Cobit.

“Nunca pretendemos incorporar nenhum desses frameworks por inteiro. Nosso objetivo não é a certificação 100% em nenhum deles, mas a absorção de fragmentos em benefício do negócio”, ressalta, enfatizando ainda que os próximos passos são incorporar o CMMI no desenvolvimento de software.
Os benefícios da iniciativa já são percebidos, apesar da dolorida mudança cultural que houve nas operações.

“Fazer a mudança de comportamento da equipe foi a tarefa mais árdua, mas os procedimentos já estão melhores, mais organizados. A companhia está mais funcional hoje.”

A convergência de disciplinas deve ser a tônica também do itSMF Fórum 2006, que acontece nesta segunda e terça-feira, 16 e 17 de outubro, em São Paulo. São esperados 700 profissionais para debater as tendências de governança para 2007 e temas em evidência como a versão 3.0 do ITIL e a norma ISO 20.000, que também ganha corpo no País – e deverá certificar até o fim do ano cerca de cinco companhias.

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