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Gestão

Rede de livrarias Laselva terceiriza gestão de TI

Empenhada em padronizar a infra-estrutura e o suporte de tecnologia em suas lojas distribuídas em todo o Brasil, rede aposta em parceria de três anos com a Sonda.

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

24 de outubro de 2006 - 08h05
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Com 65 lojas distribuídas por mais de 30 localidades brasileiras, a rede de livrarias Laselva Bookstore convivia com uma situação nada confortável na área de tecnologia da informação. Até o início deste ano, o grupo mantinha um parque com diversos modelos de máquinas, diferentes versões de sistemas em cada loja e nenhum contrato padronizado de suporte em TI, o que obrigava a companhia a lidar com diferentes prestadores de serviços ao redor do País.

“Precisávamos fechar contratos com várias empresas locais e nem sempre isso era eficiente. Temos várias lojas que funcionam 24 horas em aeroportos, mas nem sempre esses contratos de TI tinham cobertura semelhante. Quando o sistema caía, a produtividade também despencava”, relembra Marco Aurélio Ferreira, diretor-executivo da Laselva Bookstore.

A situação começou a mudar em março deste ano, quando a rede decidiu apostar na terceirização de suas operações de TI. A Sonda foi a prestadora de serviços escolhida para o contrato com duração estimada de três anos. O acordo prevê desde a substituição de cerca de cem computadores e um número igual de impressoras – parte do plano de modernização tecnológica – até suporte total das atividades de TI, além de um help desk centralizado para hardware e software – e manutenção dos equipamentos em um prazo máximo de oito horas.

De acordo com o executivo, que não revela o valor investido, a modernização da infra-estrutura em questão prevê desde a atualização das estações de ponto de venda até a instalação de impressoras térmicas – em substituição às matriciais – para agilizar o processo de emissão de cupons fiscais, que por sinal, é bastante intenso. Só para ter idéia, no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, são cerca de 5 mil cupons fiscais emitidos por dia. O novo modelo diminui os ruídos e traz maiores economias, uma vez que não existe necessidade de arquivamento dos papéis. “Administrar esse tipo de contrato traz custos e serviços melhores para a empresa, além da maior tranqüilidade do processo. Sabemos que existe alguém que também está preocupado com a parte tecnológica e isso isenta os demais de colocar a mão na máquina”, complementa Ferreira.

A decisão de terceirizar as operações impactou diretamente no tamanho da equipe de TI da rede de livrarias. Dos cinco funcionários que faziam parte do time na fase anterior ao processo, restou apenas um, o gestor da área. “Os demais foram absorvidos pela Sonda, que também reforçou o time”, aponta. Segundo ele, o profissional que permaneceu na Laselva está encarregado de gerenciar o contrato.

Utilizar a TI para suportar as operações tem sido a meta buscada cada vez mais pela companhia, que nos últimos cinco anos registrou um crescimento orgânico forte, da ordem de 25% ao ano. A tendência de expansão é vista também para os próximos meses, já que a Laselva ganhou licitações para abertura de novas lojas em aeroportos das regiões Norte e Nordeste do Brasil.

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