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Gestão

Web ainda está longe dos negócios

Pesquisa revela que, apesar de estratégicos, os portais corporativos ainda são vistos por boa parte das empresas como meros canais de informação e não como uma ferramenta de gestão.

Por Erivelto Tadeu, especial para o COMPUTERWORLD

24 de outubro de 2006 - 11h03
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Cerca de 93% dos portais corporativos ainda não atingiram a maturidade considerada ideal, fato que se traduz num nível reduzido ou inexistente de uso da web como apoio ao negócio e à promoção da gestão do conhecimento nas empresas. A constatação é de pesquisa recente realizada pela Plena Consultores, consultoria especializada em portais corporativos e gestão do conhecimento, que avalia o grau de maturidade dos websites no que diz respeito à aderência a estratégia empresarial.

Dos portais das 157 companhias pesquisadas, mais da metade apresentou pouco ou nenhum alinhamento ao negócio. Definido com quatro níveis de maturidade, o estudo mostra que 40,76% deles são pouco aderentes às operações comerciais e 10,19% não têm nenhum nível de adesão. Outros 42,04% são razoavelmente alinhados com a estratégia de negócio e apenas 7,01% são muito aderentes.

O alto percentual de portais classificados como pouco ou razoavelmente aderentes ao negócio não significa, no entanto, que nenhum valor esteja sendo agregado à empresa, como frisa Ricardo Saldanha sócio-diretor da Plena Consultores. “Embora somente possa ser considerado como portal corporativo aquele que assume um caráter estratégico, integrador e sinérgico, o que faz com que apenas os representantes da última categoria sejam classificados como tal, os demais representam diferentes estágios de maturidade, com um caminho a percorrer até se configurarem num portal maduro.”

Para Saldanha, uma das causas da maioria deles ainda estar num estágio incipiente se deve ao fato de muitas empresas associarem portal corporativo com tecnologia da informação. Segundo ele, a concepção de que um portal é um sistema de TI faz com que a alta direção da companhia não tenha a visão correta do quanto isso pode ser importante para o negócio. “Quando se pensa o portal como um sistema de TI, a tendência é não fazer a análise sobre como ele pode apoiar a estratégia da empresa. Há uma propensão de vê-lo como uma mera ferramenta de comunicação interna, como são as intranets mais básicas, ou mesmo um site institucional”, diz o consultor.

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