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Gestão
Conheça os pecados capitais de um portal
Dos 11 itens analisados na pesquisa da Plena Consultores, as piores médias foram relacionadas a estratégia, a busca e a personalização do portal.
Erivelto Tadeu, especial para o COMPUTERWORLD
Dos 11 itens analisados na pesquisa da Plena Consultores, as piores médias foram relacionadas a estratégia, a busca e a personalização do portal. Isso, segundo Ricardo Saldanha, sócio-diretor da empresa, deixa muito claro que a maioria dos portais ainda está carecendo dessa abordagem mais estratégica. “Por isso é que fazemos a classificação do índice como mais ou menos aderente ao negócio, já que um portal só avança quando ele se preocupa com o negócio da empresa.”
Um portal sem personalização, de acordo com o consultor, é o mesmo que disponibilizar uma intranet igual para todo mundo e faz com que o ônus de encontrar a informação, com velocidade e eficácia, seja do usuário. “Se o portal é importante para a estratégia de negócio da empresa, é preciso filtrar a ‘overdose’ de informação”, recomenda. Saldanha enfatiza ainda a necessidade de um bom planejamento para que se possa identificar o usuário que está acessando e trazer para primeiro plano aquilo que de fato é mais importante para ele.
Outra questão, levantada pelo consultor, diz respeito a profissionalização. “A maioria dos portais hoje é tratada como um trabalho a mais, em que alguém faz aquilo apenas parte do tempo, muitas vezes até por uma motivação pessoal, e não por uma determinação da empresa.
E para que se tenha uma estrutura de manutenção sustentável, com os fluxos de informação definidos, há a necessidade de um tratamento mais profissional”, diz Saldanha, para quem a falta de estrutura é um problema sério porque cria um círculo vicioso. “A direção da empresa não entende desse negócio, por isso não investe. O portal fica pobre e aí ninguém consegue convencê-la de que isso é bom.”
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