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Gestão

Georeferenciamento protege exportação de aves e suínos no RS

Iniciativa público-privada resulta na criação de um software com base de dados única, integrado com GPS, que faz diagnóstico da cadeia produtiva de aves e suínos no RS.

Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD

01 de novembro de 2006 - 16h59
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Aproximadamente 19 mil unidades produtoras de aves e suínos do Rio Grande do Sul (RS), assim como indústrias do ramo, estão cadastradas em um banco de dados e integradas por meio de um software de georeferenciamento desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A iniciativa resultou de uma parceria entre o setor público e privado que tinha quatro enfoques: o diagnóstico da cadeia produtiva da região; utilização das informações para fins ambientais, como a avaliação de rios e lençóis freáticos; defesa sanitária, para detecção imediata de doenças e regiões com restrição a exportação, e fornecimento de banco de dados para programação logística das empresas do setor.

Em junho de 2005 começou a ser desenvolvido o sistema com a cadeia de aves e, três meses depois, o trabalho foi estendido para suínos. Com o programa desenvolvido pelo Laboratório de Geomática da Universidade, no departamento de engenharia rural da UFSM, só faltava colocar na base as informações e vincular com o geoprocessador, que faz o levantamento por GPS (Global Positioning System) e descarrega os dados diretamente no software. “Em março deste ano já pudemos ver os resultados. Hoje a fase é de treinamento e manutenção, já que quase todas as unidades estão georeferenciadas”, conta o professor titular do departamento de engenharia rural da UFSM, Enio Giotto.

Segundo ele, tudo foi mais fácil porque a iniciativa foi pensada para ser executada com tecnologias móveis e permite que o bolsista da universidade que vai até as propriedades envie dados em tempo real. Além disso, existiam sistemas semelhantes desenvolvidos pela própria UFSM, com a diferença de que, depois do georeferenciamento, as informações iam parar em papéis ou planilhas Excel. “Agora, quando identificamos uma doença, como em agosto de 2005 aconteceu o Newcastle – similar à febre aftosa, mas que afeta aves e impede a exportação do que é produzido num raio de 50 quilômetros –, registramos imediatamente as áreas bloqueadas com mais precisão e agilidade”, descreve Giotto.

As verbas para o projeto vieram das indústrias de aves e suínos envolvidas, como Perdigão, Sadia e Frangosul, que desembolsaram cerca de 300 mil reais. O professor conta ainda que as informações estão disponíveis também para o Ministério da Agricultura e que a idéia é estender a iniciativa e atender também as propriedades de subsistência.

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