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Gestão

Social computing leva decisões às mãos do cliente

A internet deu à sociedade o poder de usar a tecnologia para criar suas próprias soluções. Neste novo cenário, a decisão abandona o board das empresas e passa a ser exercida única e exclusivamente pelo cliente.

Por Ana Paula Oliveira, do COMPUTERWORLD

22 de novembro de 2006 - 11h48
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Na era da internet e, portanto, da comunicação irrestrita e da mobilidade total, pessoas e corporações precisam se adaptar a um novo tipo de comportamento e modelos de negócios, certo? Errado. O uso massivo do YouTube, a proliferação dos blogs, wikis e afins são provas irrefutáveis de que os usuários, ou seja, a sociedade como um todo, já se adaptou à nova realidade. E quem pode estar marcando passo neste cenário são as empresas.

Afinal, esse movimento que coloca a sociedade no controle da tecnologia, como criadora e usuária de novos recursos, formatos e serviços, está chegando para ficar. Batizada pelo Forrester Research de social computing ou computação social, essa tendência mundial é caracterizada principalmente por uma estrutura social na qual a tecnologia dá poder às comunidades e não às instituições (http://en.wikipedia.org/wiki/Social_computing).

“A internet mudou a ordem das coisas, colocando o indivíduo no centro de tudo. É basicamente nisso que implica a social computing”, comenta Edson Fregni, analista da consultoria Forrester Research. Para ele, essa mudança estrutural que permite que qualquer internauta mediano consiga criar um produto sob medida para suas necessidades resultou num novo perfil de cliente mundial, muito menos leal às marcas do que o das gerações anteriores. “Hoje o consumidor é bem menos crédulo e muito mais informado, independente e desconfiado”, descreve.

Se do lado da sociedade os avanços são inúmeros, do lado das empresas as coisas não andam tão avançadas assim. Apesar de já ter colocado grande parte de seus processos na internet, a percepção das corporações ainda vê a web como mais um meio de comercializar seus produtos e não como uma oportunidade de transformar esses processos. “A social computing vai além da criação de comunidades de clientes de determinado produto, ela permite que esses clientes modifiquem o produto”, exemplifica Fregni.

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