Gestão
Social computing leva decisões às mãos do cliente
Por Ana Paula Oliveira, do COMPUTERWORLD
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Mundialmente já existem algumas empresas que estão aproveitando as oportunidades geradas pelo movimento. No mercado financeiro, por exemplo, a social computing pode ser aplicada na criação de um web site que permita aos clientes a discussão de seus financiamentos imobiliários. Embora a oferta seja feita de forma corporativa, pelo banco aos seus clientes, a idéia pode ter sido gerada a partir de um grupo aberto de discussões na internet.
Em busca de um caminho
“No Brasil, não vejo nenhuma iniciativa corporativa fora do clássico. Existe uma contaminação vagarosa, mas nenhum movimento de ruptura”, avalia Fregni. Um dos exemplos citados pelo analista é o sucesso com a venda de carros pelas montadoras via web. “Quando a General Motors lançou o Celta pela internet, a procura foi imensa.
Se o modelo fosse adotado, a montadora reduziria custos com frete, transporte e estoques. Seria a venda ideal. Mas, por outro lado como ficariam as concessionárias?”, pondera.
Para Fregni, são problemas como esses que impedem as empresas de avançarem num ritmo mais acelerado rumo à computação social. A criação de novos modelos exige rupturas. E para as corporações isso nem sempre é fácil.
Por incrível que pareça, às vezes a empresa escolhe o caminho mais complicado porque não consegue se desvencilhar das antigas amarras. Basta lembrar a crise na Kodak, com a chegada da foto digital, e das grandes gravadoras quando o Napster foi criado e depois quando a Apple lançou o iPod.
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