Gestão
Social computing leva decisões às mãos do cliente
Por Ana Paula Oliveira, do COMPUTERWORLD
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Resistências corporativas a parte, na outra ponta da cadeia estão as empresas do próprio setor de tecnologia que já levam em conta a social computing na hora de definir suas estratégias. A Microsoft é uma das corporações que vê essa tendência como uma base para conduzir novos comportamentos da sociedade. “Para nós, o tema não é apenas estratégico. Ele é vital para que continuemos a ser uma empresa bem-sucedida de tecnologia nos próximos anos”, discursa Rogério Panigassi, gerente de programas acadêmicos da Microsoft Brasil.
Por isso, dentro da área de pesquisas da empresa de Bill Gates, existe uma unidade de social computing que conta com nada menos do que dez subdivisões cuja meta principal é experimentar e criar serviços dentro da internet que ainda não existem, mas que de acordo com sua viabilidade futura podem se transformar em uma oferta real. “Um exemplo criado lá que deu certo é o próprio MSN, que começou como uma forma de comunicação interna e que hoje já apresenta um modelo de negócios sustentável”, argumenta.
O conceito que já está sendo colocado em prática pela Microsoft é exatamente o passo mais complicado para muitas empresas. “A partir do momento que mapeamos várias comunidades interessadas em determinado tipo de informação, trabalhamos para oferecer os dados que elas querem, do jeito que elas querem”, conta Panigassi.
Uma das iniciativas de geração de receita baseada em computação social da Microsoft é a oferta de produtos direcionados a jogadores de games. Com o acesso aos jogos multiplayer via internet, nos quais jogam vários internautas de diferentes locais do mundo enquanto outros assistem à partida, a publicidade pode ser muito mais segmentada. “Em um game de futebol, por exemplo, podemos usar publicidade estática para oferecer produtos esportivos como chuteiras oficiais e ingressos, entre outras coisas. Tudo de acordo com o perfil dos jogadores”, detalha Panigassi.
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