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Gestão

Social computing leva decisões às mãos do cliente

Por Ana Paula Oliveira, do COMPUTERWORLD

22 de novembro de 2006 - 11h48
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Para o gerente da Microsoft, o foco das empresas brasileiras ainda está basicamente voltado para as áreas de publicidade e marketing. Mas isso não exclui outras áreas. “O comportamento do Brasil sempre foi singular em movimentos como esse. Basta olharmos a comunidade do Orkut para percebermos o quanto o País é entusiasta e visionário”.

Mesmo sem revelar detalhes das iniciativas que estão sendo conduzidas pela empresa atualmente, Panigassi sinaliza algumas áreas que podem ter novidades em breve. Uma delas é um dispositivo com capacidade ilimitada de armazenamento, tamanho reduzido e com funções de câmera digital, entre outras. “Ele poderia acompanhar a pessoa por toda a vida, fotografando automaticamente os momentos mais importantes e cruzando com suas informações médicas, como o batimento cardíaco, por exemplo.

Além disso, também poderia relacionar aquelas imagens com informações de seu calendário pessoal. Dessa forma, ele poderia reproduzir essas imagens com interpretações do tipo ‘ele estava feliz porque era seu aniversário’, ou ‘ comprou seu primeiro carro’. Pode ser um registro para a própria pessoa e suas futuras gerações”, explica o executivo.

No Brasil, a Microsoft também trabalha a área de social computing em parceria com universidades. Uma dessas iniciativas, com a UNICAMP, prevê a criação de um banco de dados na web que armazene imagens e informações de toda a diversidade da flora e da fauna brasileiras. Dessa forma, será possível a qualquer viajante tirar uma foto de uma planta ou animal e enviar essa imagem diretamente para este acervo na web. A alimentação das informações é feita pela população em geral e resulta em uma ação de cunho social.

Capacidade de renovação
Se por um lado a aposta da Microsoft Brasil anda em sintonia total com a trajetória da empresa, a visão da IBM sobre o assunto mostra que a Big Blue ainda têm muito fôlego e vontade de renovar. Para Sergio Lozinsky, líder de estratégia da IBM Global Business Services, a social computing permite aos usuários não só criticar as soluções, mas também melhorar e até tomar conta delas. “Tenho certeza que a maioria das aplicações de hoje em diante surgirão dessa maneira”, prevê.

Na análise de Lozinsky, o maior desafio do lado corporativo é deixar que o produto fique na mão do cliente. “Elas encaram esse movimento de forma muito cuidadosa, principalmente quando passam por assuntos como patentes e vazamento de segredos industriais”, diz.

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