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Gestão

Social computing leva decisões às mãos do cliente

Por Ana Paula Oliveira, do COMPUTERWORLD

22 de novembro de 2006 - 11h48
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Mas, apesar dos riscos, as oportunidades ainda são bem maiores para as corporações, de acordo com a visão de Lozinsky. Ele acredita que quando os usuários se reúnem com o propósito de resolver problemas, que às vezes são da própria empresa, existe uma beleza inerente ao movimento, que vem de baixo para cima. “É uma organização informal onde a hierarquia não vale, mas por outro lado é algo muito mais prático que pode trazer valor para a companhia”, detalha.

Para ele, as empresas que conseguem perceber o valor comercial e de comunicação em muitos dos blogs ou wikis de funcionários têm nas mãos uma oportunidade única de resolver problemas de forma ágil e manter as pessoas motivadas com seu trabalho. “O único detalhe é a necessidade de se criar um processo de governança que seja informal o suficiente para definir alguns limites, mas nem tanto que desmotive as idéias”, alerta.

Na IBM, o próprio CEO, Sam Palmisano, se dispôs a liderar um movimento de recebimento de idéias via web. Nomeada de Innovation Jam, a ação colocou o executivo online por 72 horas, durante as quais ele recebeu várias idéias, opiniões, críticas e sugestões sobre inovação tanto de dentro quanto de fora da companhia. A primeira fase aconteceu em julho deste ano e a segunda em setembro. “Das milhares de idéias recebidas, umas 200 foram selecionadas por um comitê e desenvolvidas. Essa foi a forma encontrada pela empresa para incentivar esse ambiente de forma mais organizada”, explica Lozinsky.

Diante de todo esse cenário, é muito complicado para uma corporação simplesmente fechar os olhos ao que está acontecendo. “Duvido que uma empresa que tenha mais de 500 funcionários não conte com pelo menos uma iniciativa de social computing. A companhia precisa estar atenta. É natural do ser humano, ele se sente confortável em procurar ajuda fora da empresa”, afirma o executivo da IBM.

O maior risco, na visão de Lozinsky, quem corre é a empresa ao sofrer uma fuga de talentos sem saber nem mesmo porque isso está acontecendo. “Não adianta lutar contra esse movimento, o melhor é saber surfar a onda”, conclui.

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