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Gestão

Economia de energia é chave na compra de servidores

Pesquisa da Harris Interactive mostra que 76% do entrevistados disseram que equipamentos eficientes em termos de energia elevaram a prioridade de compra.

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

22 de novembro de 2006 - 12h55
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Ao que tudo indica, o apelo de economia de energia faz sim diferença em termos de intenção de compra de um servidor entre os líderes de TI. Uma constatação da pesquisa com 197 executivos norte-americanos conduzida pela consultoria Harris Interactive – a pedido da Sun Microsystems – mostra que 76% do entrevistados disseram que equipamentos eficientes em termos de energia elevaram a prioridade de compra. Para 23% desses executivos, tal fator elevou significativamente a intenção de aquisição.

Não é à toa que os fornecedores têm afiado o discurso em relação ao tema. A Sun é um dos principais exemplos disso. Desde antes do lançamento da linha Fire x64, no ano passado, a companhia já vinha fazendo bastante barulho sobre sua nova linha e incorporando a tese de que o fornecedor de tecnologia de destaque no futuro será aquele capaz de reduzir os custos fixos do cliente.

Na HP, a estratégia é focar no conceito de Adaptive Infrastructure, que promete a construção de data centers econômicos e, com as recentes tecnologias de virtualização, ao gosto do cliente. “Sabemos que hoje de 65% a 70% dos custos de TI estão em operar e manter a infra-estrtura, sendo que apenas de 10% a 15% da verba podem ser canalizados para novos investimentos. O sonho do gestor hoje é inverter essa lógica”, aponta Maurizio Niccolai, gerente de marketing de soluções da HP Brasil.

Segundo o executivo, a estratégia da companhia não está em rotular um ou outro equipamento como “econômico”, mas fornecer uma determinada estrutura de acordo com a necessidade do cliente.

A Dell e a IBM também estão reforçando a estratégia de produtos com menor consumo de energia. Na última semana de outubro a Dell lançou um guia de recursos energéticos que promete ao usuário uma previsão sobre o consumo de energia dos equipamentos da marca. Além disso, a empresa tem trabalhado para mostrar as alternativas de equipamentos econômicos. Segundo Mity Kato, da área de produtos da Dell Brasil, a companhia já sente a demanda dos usuários brasileiros sobre produtos energeticamente eficientes e com melhorias na dissipação de calor. “Oferecemos inclusive opções de servidores com ventilação redundante, justamente para evitar o maior consumo”, ressalta.

Já a IBM tem produzido vários novos servidores destinados a combater problemas de resfriamento e energia dos data centers. A idéia da companhia é controlar os problemas de energia, especialmente nos data centers que utilizam servidores blade de alta densidade.

Nesta briga pelo mercado – e por máquinas mais eficientes – o beneficiado tende a ser o próprio cliente, que terá ao seu alcance equipamentos mais econômicos ofertados por praticamente todos os fornecedores.

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