Gestão
Compesa reduz em 50% gastos com telefonia
Companhia de saneamento também diminuiu o tempo de atendimento de cinco para quinze minutos e o projeto resultou na construção de nova rede que integra voz, dados e imagens.
Por COMPUTERWORLD
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Quando fazem grandes projetos, os gestores de TI se assemelham a Carlos Drummond, que escreveu certa vez: “Eu preparo uma canção que faça acordar os homens e adormecer as crianças”. O despertar, no caso da tecnologia, é representado pela ampliação de possibilidades e facilidades na rotina de trabalho, somado ainda – no caso da iniciativa da Companhia Pernambucana de Saneamento – a menos gastos, tempo de atendimento reduzido em um terço, mais modernidade de rede e controle de dados.
No momento em que decidiu iniciar o projeto, o gerente de processamento de dados da empresa, Romildo Porto, encarou o desafio de acabar com problemas como a modernização de sistemas obsoletos, atualização da linguagem de programação, e a falta de banco de dados, além da necessidade de tráfego mais veloz para rodar o sistema de faturamento.
Assim, começou duas iniciativas em 2004: uma para a modelagem de dados do sistema de gestão comercial – que inclui faturamento, arrecadação, cobrança e outros – e outra de gestão empresarial e preparação da rede.
No primeiro, enfrentou a dificuldade dos custos para integrar as redes dos três complexos físicos que a empresa possui: áreas de compras, recursos humanos, jurídicos; direção de tecnologia e operação de TI; e finalmente a gerencia metropolitana e de esgoto. “Foi justamente nesses prédios que conseguimos reduzir em 50% os custos com telecomunicações. Aliás, a comprovação de que essa economia seria possível que garantiu a aprovação do projeto”, explica Gomes.
Simultaneamente, a empresa trabalhou na construção de uma rede como estrutura que envolvesse dados, voz e imagem, juntamente com a revisão do sistema de energia. Nesse período a Compesa adquiriu uma bateria de software de segurança, equipamentos de hardware e de rede, entre outros itens que resultaram em um contrato com a Siemens, a Enterasys e a Aragão Engenharia de 10,9 milhões de reais (seria de quase 5 milhões de reais se fosse pago à vista). “Diluímos o alto investimento em quatro anos e o pagamento é feito mensalmente se o serviço for prestado adequadamente”, explica o executivo.
A implementação começou depois da conclusão da licitação, em novembro de 2005, e foi concluída em março deste ano, quando toda a infra-estrutura foi entregue. Mais tarde, em maio, depois da adaptação dos funcionários, a companhia de saneamento mudou definitivamente o sistema de telefonia para a nova rede. “Hoje os três prédios possuem equipamentos de VoIP (voz sobre IP) e usam ramais para comunicação. Nesses três sites, portanto, a economia chega a 40%”.
A intenção, agora, é ampliar o conceito para o restante do estado e instalar os links de comunicação nas demais filiais da empresa e ampliar a economia para 40% em Pernambuco inteiro. “O conceito de ramais virtuais inclusive facilitam o processo de comunicação interna, já que qualquer ligação pode ser feita com a digitação de apenas quatro dígitos”, acredita.
Em paralelo, o sistema de gestão comercial passou pela licitação – concluída em novembro de 2005 – e está pronto para começar a ser implementado. “Estamos apenas esperando a conclusão da mudança de governo para definir as datas”, diz.
O objetivo final da canção do executivo – que deverá acordar os funcionários e adormecer as crianças –, portanto, é a expansão do conceito de redes fixa e móvel e ampliação da política de ramais.
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