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Gestão

Santander fecha parceria para atacar gargalo em performance

Banco conclui processo de integração tecnológica dos sistemas legados e elimina grave gargalo de lentidão da ferramenta de relacionamento com seus correntistas.

Por Vinicius Cherobino, do COMPUTERWORLD

14 de dezembro de 2006 - 16h20
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A fase final do projeto de integração tecnológica do grupo Santander Banespa –conhecido por sua política agressiva de aquisições- tinha uma data marcada: 17 de abril de 2006. No primeiro dia útil depois do feriado de páscoa, as 52 frentes ligadas à tecnologia precisavam estar integradas e funcionando corretamente. Uma delas, contudo, vinha apresentando sérios problemas de performance e ameaçava atrapalhar toda a mudança: a superbase.

A superbase possui as informações sobre todos os produtos adotados pelos clientes do banco, que variam de 5 a 10 por pessoa, num universo que chega a quase sete milhões de correntistas. Ela acumula, também, o histórico do relacionamento, telefônico e pela internet, entre as partes. “Apesar de ser uma grande ferramenta de relacionamento, os funcionários a subutilizavam por causa da lentidão. Qual cliente pode esperar cinco minutos enquanto a tela com as suas preferências está sendo carregada?”, lembra Maria Teresa Stefani, superintendente de tecnologia do Santander Banespa.

Ela acrescenta: “todo o sistema precisava estar funcionando na segunda-feira. Se tivéssemos problemas apenas na superbase, toda a migração estaria comprometida”. Para evitar isso, o banco fechou contrato com a Inmetrics. Investindo cerca de 70 mil reais, o Santander Banespa teve sua equipe interna de TI e os consultores da Inmetrics trabalhando em conjunto durante dois meses na superbase. O resultado? Uma melhora em performance que varia de 200% a 400% e uma migração mais tranqüila no dia D.

“Quando se fala de um banco grande, qualquer pequena alteração em performance é extremamente significativa”, argumenta Teresa. Ele acrescenta “uma mudança nesse nível pode significar um melhor controle sobre os investimentos, realocando os recursos para outros setores”.

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