Gestão
Tendências 2007: que rumo toma a governança de TI
Sarbanes-Oxley, ISO 20.000 e convergência entre frameworks devem ser principais tendências de governança de TI para 2007, apontam especialistas.
Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD
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É praticamente impossível encontrar pessoas que adorem cumprir regras sem reclamar. Aquele tipo de gente que é assumidamente meticulosa, capaz de repetir centenas de vezes um movimento seqüencial sem contestar.
Tão difícil quanto conhecer quem se encaixe nesse perfil é ter na grade de relacionamentos um número de pessoas superior aos dedos de uma única mão que aceitam de bom grado algum tipo de mudança de regras, sobretudo no ambiente de trabalho.
Mudança gera desconforto, inevitavelmente, para boa parte das pessoas. As regras também. E, não raro, executivos e profissionais de TI torcem o nariz para o assunto governança justamente por identificá-lo com o certo grau de rigidez característico desses termos. No entanto, o fato é que, gostando ou não, a maioria dos profissionais precisará se acostumar com as diretrizes ditadas pelas políticas de governança, cada vez mais em prática nas companhias.
Mas, como diz o ditado, tudo tem o lado bom. Entre eles, os controles que essas iniciativas podem trazer às empresas. Para evitar ser pego de surpresa, veja abaixo quais as tendências para governança de TI no ano de 2007, segundo especialistas.
1- Práticas convergentes
Falar em convergência pode até parecer batido, já que a expressão pode ser aplicada a boa parte dos assuntos relacionados a TI ultimamente. No entanto, vale ressaltar mais uma vez que no sentido de governança – e integração de frameworks –, esse conceito tende a se popularizar ainda mais em 2007, depois de ter emergido para o debate mais profundo a partir deste ano.
Intercambiar disciplinas de ITIL (Information Technology Infrastructure Library), com diretrizes do Cobit (Control Objectives for Information and related Technology) e cruzá-las com as de PMI (Project Management Institute) tende a ser uma forma de melhor aproveitar a essência de cada um deles, sem necessariamente incorporar também os detalhes não tão imprescindíveis.
Acreditam os especialistas que nas operações do dia-a-dia, as melhores práticas se encontram e fomentam a organização da companhia como um todo. Espera-se que os gestores de TI comecem a encarar isso com mais atenção a partir de agora.
2- Só o framework não salva
Já dizia o sábio ditado popular que uma única andorinha não faz verão. Assim também acontece com a implantação isolada de frameworks. Sem uma política integrada e estratégica, a adoção tende a não ter efeito algum. Segundo Cássio Dreyfus, analista sênior do Gartner, 2007 será o ano em que boa parte dos CIOs perceberá que os frameworks são neutros em termos de objetivos de negócios. “Muitas empresas têm implementado o Cobit sem perceber que precisam dar diretrizes às operações”, diz.
Na avaliação de Dreyfus, tem acontecido uma tendência semelhante à “sanha implantadora” de ERPs no final da década de 90 por conta do bug do milênio. “Naquela época, as empresas não se deram conta de como podiam alavancar seus negócios com a implementação e saíram comprando qualquer solução. Daí, só foram perceber que poderiam ter alinhado a estratégia com os negócios bem depois.
A mesma coisa tem acontecido com as práticas de governança”, garante. Segundo ele, essas companhias precisam – e devem – começar a olhar para seu objetivo de negócios primeiramente, para depois observar a caixa de ferramentas que têm à sua disposição.
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