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Gestão

Tendências 2007: que rumo toma a governança de TI

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

26 de dezembro de 2006 - 08h30
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3- Compliance, tudo ou nada

O nome pode até parecer imponente, mas as exigências causam arrepios em muitos gestores de TI. Acertou quem arriscou falar em Sarbanes-Oxley. Apesar de ter sido aprovada em 2002 nos Estados Unidos – e já estar há bastante tempo na pauta das empresas com ações listadas nas bolsas norte-americanas –, a lei continuará na agenda de muitos executivos também em 2007.

Para algumas empresas regidas pela regulamentação, e que até o momento não acertaram a mão na adequação, o momento será de partir para o tudo ou nada, em virtude dos prazos derradeiros. Outra vertente em ascensão será a adequação de fornecedores que mesmo não sujeitos às regulamentações optarão pela incorporação das práticas previstas na SarbOx para atender a seus clientes, conforme aponta David Pereira, diretor executivo da consultoria ITXL.

“Muitas companhias estão começando a exigir de seus fornecedores adequação à Sarbanes em virtude da cadeia de produção. Existirá um movimento neste sentido”, enfatiza. Aspirina extra para aqueles que já tinham dor de cabeça só de pensar no assunto.

4- Novo controle às financeiras

Se por um lado o acordo de Basiléia 2, que delibera sobre análise de risco das instituições financeiras, não chega a tirar o sono dos CIOs dessas organizações – que já há algum tempo debatem adequação e novos controles –, algo que deverá tumultuar um pouco os ânimos no próximo ano leva o nome de resolução 3380, emitida pelo Banco Central em junho passado.

A determinação dispõe sobre a implementação da estrutura de gerenciamento do risco operacional, incluindo a criação de planos de contingência e monitoramento de falhas em sistemas de tecnologia da informação.

O que mais deve provocar um corre-corre entre os executivos das instituições financeiras são os prazos apertados: até junho do próximo ano, todas as políticas de processos e sistemas deverão estar consolidadas; até 31 de dezembro, todo o restante deverá estar funcionando.

Dessa forma, acredita-se que a maior movimentação entre bancos e afins estará justamente em tomar atitudes que caminhem em direção ao cumprimento das novas normas. E já existem fornecedores de solução altamente interessados nelas.

5- Processos bem gerenciados

O conceito de gestão de processos de negócio não é novo, mas deve ser encarado de forma diferenciada no próximo ano. Ao menos, isso é o que esperam os especialistas. Segundo Dreyfus, do Gartner, as empresas brasileiras estão chegando a um nível de maturidade elevado e estão dispostas a mudar o enfoque dos projetos com esse tema. “O conceito de BPM se propõe a fazer tantas coisas que acaba desorientando as companhias. E qualquer abordagem holística, na minha opinião, está destinada ao fracasso”, aponta.

De acordo com o executivo, as empresas tendem a começar a identificar as potencialidades da gestão de projetos e trabalhar melhor a integração entre diferentes unidades de negócios já no ano que vem.

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