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Gestão

Altran traz fábrica de software para o Brasil para desenvolver SOA

Com atuação em 20 países, empresa de terceirização com sede na França aposta no mercado nacional como concentrador da oferta de outsourcing.

Por Vinicius Cherobino, do COMPUTERWORLD

09 de janeiro de 2007 - 17h00
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A Altran, empresa francesa de terceirização, vai centralizar todas as operações de fábrica de software do grupo no Brasil. Presente em 20 países, a empresa registrou faturamento de 1,4 bilhões de euros em 2005 e tem, no país, clientes como Alcatel, CVRD, Telefônica e Volkswagen.

A presença da fábrica vai culminar em novas contratações. A empresa espera alocar para a operação 150 profissionais em 2007, cuidando exclusivamente da desenvolvedora de software, um salto significativo perante os 100 funcionários atuais. Entre as soluções a serem desenvolvidas, destacam-se projetos em Arquitetura orientada a serviços (SOA), Business Intelligence, entre outros softwares de tecnologia.

Marcelo Astrachan, vice-presidente da divisão de TI da Altran Brasil, vê possibilidade de crescimento no país graças ao cenário de terceirização no mundo. “O modelo indiano, um dos mais bem sucedidos, está passando por uma fase de saturação. Ela é motivada por resultados abaixo do esperado, por problemas culturais e de fuso, além de uma concentração excessiva de operações naquele país, o que representa um risco enorme aos negócios”, acredita.

Para ele, contudo, esse movimento só vai beneficiar as empresas nacionais quando elas tiverem uma abordagem diferenciada em relação ao outsourcing. “Signficia pouco se as empresas não focarem em gestão. Se a oferta for de apenas bodyshop, com os profissionais trocando de crachá, isso pode ser substituído facilmente por alguém que ofereça o serviço mais barato”, argumenta.

Ao ser questionado sobre a concorrência na Índia no quesito mão-de-obra, tanto na oferta de profissionais quanto no preço cobrado, Marcelo responde rápido: “Quando se coloca, lado a lado, uma estrutura certificada em CMMI e gerentes com PMI, a diferença em valores não é tão grande. É o mínimo indispensável para o cumprimento das SLAs, o que nenhuma empresa sã vai abandonar para ter algo mais barato”.

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