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Gestão

e-SCM: novo aliado para a governança convergente de TI

Especialista Majid Iqbal comenta o conceito de eSourcing Capability Model for Service Providers (e-SCM) que promete favorecer a convergência dos frameworks, apontada como futuro da governança de TI.

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

14 de fevereiro de 2007 - 13h53
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Que a convergência de frameworks é uma tendência crescente da boa governança de TI, não é nenhuma novidade. Especialistas no assunto vêm há tempos comentando que as empresas que conseguirem captar o melhor dos conceitos de ITIL, CMMI e Cobit tendem a ter melhores resultados em suas próprias operações.

Nesse contexto surge ainda um novo conceito destinado que pode auxiliar, sobretudo, nessa integração dos frameworks já existentes. Trata-se do eSourcing Capability Model for Service Providers (e-SCM-SP), que destinado especialmente aos provedores de serviço, pode inclusive ser um apoio para aqueles que oferecem terceirização. Para explicar o contexto em que cresce esse conceito, o especialista Majid Iqbal, da universidade norte-americana Carnegie Mellon, falou ao COMPUTERWORLD. Leia os principais trechos da entrevista:

E mais:
Baixe gratuitamente os documentos sobre e-SCM da Universidade Carnegie Mellon (em inglês)

COMPUTERWORLD – Como é possível definir o conceito de e-SCM-SP?
MAJID IQBAL – Pode-se dizer que o eSourcing Capability Model for Service Providers surgiu há algum tempo como uma oportunidade muito legítima para integrar os frameworks já existentes. É como se fosse um guarda-chuva que traz embaixo de si as várias outras disciplinas. O e-SCM é decorrente da possibilidade de integrar recursos dentro de modelos maduros de suporte aos negócios da companhia.

CW – E como efetivamente essa integração de frameworks é promovida?
IqbalITIL é conhecido por ser orientado a serviços, o CMMI foca em desenvolvimento de software e o Cobit integra as metas de TI com as metas de negócios. O e-SCM abrange tudo isso e tem como objetivo analisar todos esses processos à luz dos critérios de riscos e custos. Na realidade, quem conhecer e-SCM poderá analisar seus processos já implantados e ter informações confiáveis sobre custos e confiabilidade de produtos. Dessa forma, a escolha de fornecedores de serviços pode ficar mais seletiva. Basicamente, pode-se dizer que o e-SCM contém um conjunto de práticas que endereçam todo o processo de outsourcing e busca melhorar e gerenciar as relações de terceirização.

CW – Como nasceu o e-SCM?
Iqbal – Terceirização tem sido uma tendência forte, mas com grandes riscos. Diante deste cenário, a universidade Carnegie Mellon trabalhou junto com empresas como Accenture, IBM, HP, entre outros parceiros do itSMF, para criar uma qualificação ou um conceito capaz de medir a qualidade e riscos da terceirização. Algumas empresas mundiais optam por não terceirizar justamente em virtude destes riscos envolvidos, como o da não entrega de um serviço a tempo, por exemplo. Nesse sentido, o e-SCM vem garantir a melhoria justamente desses serviços terceirizados.

CW – E quais vantagens você apontaria na adesão ao e-SCM?
Iqbal – Basicamente as companhias não têm conhecimento da qualidade e dos riscos envolvidos na terceirização. No mercado era difícil até então avaliar os provedores de serviços. Com um padrão como e-SCM é possível inclusive dizer aos prestadores como melhorar seus serviços.

CW – E para quais empresas o e-SCM é indicado?
Iqbal – Basicamente as próprias empresas devem olhar para o próprio e-SCM e se perguntar “realmente precisamos dele”? As respostas afirmativas serão encontradas especialmente se essas companhias precisarem melhorar as operações ou tornar meus clientes mais satisfeitos.

CW - É possível avaliar em qual nível o e-SCM está hoje?
Iqbal – Pode-se dizer que o e-SCM está como o ITIL estava alguns anos atrás. O ITIL é mais popular, e qualquer organização pode usá-lo. O e-SCM tem uma abordagem mais formal a serviços. A tendência é de crescimento.

CW – E em termos de colaboração, como está o desenvolvimento do e-SCM?
Iqbal – Também podemos dizer que é um modelo em crescimento. A Universidade Federal do Rio de Janeiro, por exemplo, é uma das principais colaboradoras da Universidade Carnegie Mellon para e-SCM. E um dos principais motivos é que as economias em crescimento no mundo, como Índia, China e Brasil, trazem muitas promessas para prestação de serviços e estão ávidos por conhecimento. As indústrias brasileiras reconheceram que software e serviços podem trazer mais capacidade para o País, e dar a ele uma participação maior no mercado mundial. A tendência é de crescimento.

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