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Gestão

Consumo de energia pelos servidores dobra em cinco anos e exige US$ 7,3 bi

Estudo feito pelo professor Jonanthan Koomey, obtido com exclusividade pelo COMPUTERWORLD no Brasil, aponta que montante de gasto energético vai subir mais 76% até 2010.

Por Vinicius Cherobino, do COMPUTERWORLD

26 de fevereiro de 2007 - 07h00
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Em cinco anos, de 2000 a 2005, dobrou a quantidade de energia elétrica consumida por servidores e pelos sistemas de refrigeração a eles relacionados, com crescimento médio de 14% ao ano. Se nada for feito para reduzir esse montante, ele vai crescer mais 76% até 2010. As conclusões são de Jonanthan Koomey, professor na Universidade de Stanford e um dos cientistas do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, responsável pelo estudo “Consumo Total de Energia Elétrica relacionado a Servidores nos EUA e no Mundo”.

Leia a entrevista com Jonanthan Koomey, cientista responsável pelo levantamento.

Ao traduzir esses valores para dólares, a conta de energia elétrica relacionada com servidores ficou em 7,3 bilhões de dólares em 2005 no mundo inteiro, dos quais 2,7 bilhões de dólares foram consumidos apenas nos Estados Unidos.

Se passarmos esse montante para mega­watt, os servidores e a estrutura de resfriamento com ar condicionado consumiram toda a energia produzida por 14 hidroelétricas com capacidade de mil megawatts. Na prática, os servidores e aparelhos relacionados com cooling representaram 1,2% do consumo de eletricidade nos EUA em 2005, valor comparável com o que foi consumido pelas televisões. No país, foram consumidos 45 bilhões de quilowatt por hora em 2005 para alimentar os servidores e a infra-estrutura relacionada.

E esse é apenas o problema imediato. O meio ambiente vai ser ainda mais atingido pelos servidores de TI e a infra-estrutura relacionada ao se analisar as duas constatações seguintes: empresas do mundo inteiro, inclusive gigantescos datacenter, estão se movendo para a China e Índia em busca de preços menores. Tanto a China quanto a Índia tem grande parte da produção de energia elétrica vinculada à queima de carvão, altamente poluente.

O problema já começou a causar repercussões no mundo de TI. Os dois maiores fabricantes de processadores no mundo, AMD e Intel, já começaram a produzir chips com maior eficiência energética. Existe o consenso entre especialistas de que a empresa que garantir o maior desempenho por watt (performance-per-watt) vai conseguir um grande diferencial competitivo, o que coloca a corrida por mais velocidade em segundo plano, colocando como paradigma consumo e performance. O tema já está na agenda da tradicional competição entre AMD e Intel.

Isso não significa, contudo, que a preocupação das empresas com o tema está aumentando. Da mesma forma, a maior dependência de tecnologia das grandes e médias empresas, somada à adoção de novos servidores por pequenas empresas, faz com que a tendência seja o cenário só ficar pior. O que você acredita que pode ser feito para diminuir o consumo de energia relacionado com a TI? Comente.

Opinião do Leitor [1 comentários]

Energia alternativa

Conforme o artigo sobre o consumo excessivo de energia elétrica pelos servidores, uma alternativa poderia ser o investimento em energias alternativas e limpas, por exemplo, a energia solar. Seu custo é um pouco alto no início, mas se dilui em pouco tempo, e traz enormes benefícios para as empresas e também para a humanidade.

Na realidade, devemos mudar nosso foco imediatista como ávidos consumidores e transformá-lo em uma conscientização ecológica profunda, pois isto não diz respeito somente a esse artigo sobre consumo de energia eletrica e sim ao consumismo desarrazoado do homem.

Esta conscientização ecológica começa desde criança, pois é muito mais fácil passar esse tipo de informação para ela, pois sabemos que as crianças são mais flexíveis, curiosas e com a mente mais aberta, do que para os "adultos", que estão cristalizados em suas próprias concepções sobre si mesmo e sobre o meio em que vive, achando-se os donos da verdade.

Devemos também aprender um pouco com as crianças, com seu modo simples e claro de enxergar o mundo.

Atenciosamente,
Ricardo.
Ricardo - 28 Fev 2007, 14h05
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