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Gestão

Conquistas do setor financeiro são inúteis para offshore, diz consultor

Maurício Ghetler afirma que nenhuma das iniciativas de sucesso do segmento bancário são usadas como oportunidade de exportação de serviço ou projeto.

Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD

27 de fevereiro de 2007 - 08h20
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O frutos dos maciços investimentos em automação bancária dos últimos 30 anos – que incluem processamento de cheques, internet banking, ATMs e sistemas de cobrança e pagamentos – não são usados como oportunidade de offshore e vendas fora do Brasil. A afirmação forma feitas pelo consultor Maurício Ghetler durante o primeiro dia do Seminário Brasil Outsourcing Captive Centers 2007 e abriu os olhos dos participantes.

“Isso acontece por causa de três questões centrais”, resume. A primeira, de acordo com ele, é que não existem soluções empacotadas para vender dentro ou fora do Brasil, o que em sua opinião acontece porque exige altos investimentos que ninguém se dispôs a fazer.

O segundo fator é a falta de conhecimento do mercado interno – o consultor ressalta à exceção de poucos temas, como os de regulamentação internacional e seguros –, seguindo do último item que é o despreparo das empresas para atuarem fora do Brasil, o que acontece pela carência da visão de negócios e falta de apoio governamental.

“A conclusão a que esses dados nos levam é a de que estamos prontos para atender ao Brasil, mas isso não nos habilita externamente, por mais avançado que esteja a atuação local”, garante. Ghetler explica que em sua opinião as estratégias para isso são:

• Vender especificações de projetos - os processos financeiros complexos estão dominados e a nossa mão-de-obra é mais barata do que nos Estados Unidos e Europa
• Ter algum atrativo cambial – temos fábrica de software com reconhecimento internacional, certificações CMMi e preços razoáveis frente à Índia o que nos permite aumentar a escalabilidade
• Produtar projetos consagrados no Brasil – poderíamos oferecer em outros países projetos devidamente localizados, a começar por um ERP financeiro, grande gerador de serviços financeiros
• Desenhar processos financeiros – podemos depois de desenhar implementá-los em estrutura barata no Brasil e vendê-los no modelo de BPO para os Estados Unidos e Europa

O mais importante, de acordo com o consultor, “é criar um novo jogo para vender serviços. O objetivo do Brasil tem que ser a busca de inteligência para ganhar em outros jogos”, conclui.

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