Gestão
Economia com mão-de-obra é principal motivo para offshore
Pesquisa da Duke University com a Booz Allen Hamilton mostra que mais de 90% das empresas – com ou sem experiência em terceirização – fundamentam suas decisões de offshore no corte de custos.
Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD
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Cortar custos com mão-de-obra é a principal razão para empresas apostarem no modelo de terceirização offshore de seus serviços ou fabricação de produtos. Essa é a constatação da pesquisa “Offshore Research Network”, realizada pela Duke University e pela consultoria Booz Allen Hamilton apresentada durante o seminário Brasil Outsourcing, realizado em São Paulo.
De acordo com o levantamento, que ouviu 573 empresas nos Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, Espanha e Holanda, o fator é apontado como principal por 97% das companhias que estão ingressando nos processos de terceirização.
A contratação de funcionários qualificados foi a segunda razão apontada por essas mesmas companhias (68%), à frente da utilização do offshore como estratégia de crescimento (65%) e da expectativa de melhorar a velocidade ao mercado, citada por 39% dessas empresas.
Entre as companhias com maior experiência em terceirização, o perfil dos motivos para adoção do offshore muda ligeiramente. Para 93% delas a principal razão é contratar pessoas qualificadas, ao passo que 92% apontam o corte de custos. Oitenta e oito por cento delas citam o offshore como estratégia de crescimento e 67%, a aceleração de velocidade ao mercado.
“Custo ainda é a principal motivação para os projetos de offshore, embora os resultados de diversas companhias ainda fiquem abaixo das expectativas. A experiência mostra que, em média, projetos de offshore trazem corte de custos em torno de 40% ao longo de um ano”, aponta Letícia Costa, presidente da Booz Allen Hamilton no Brasil.
Menos demissões
A pesquisa mostra ainda que o fechamento de vagas onshore decorrente de projetos offshore tem recuado. Em 2005, 42% dos projetos implementados offshore levaram à perdas de postos de trabalho no país sede da empresa, ao passo em que no ano passado, o volume chegou a 22%.
Aliás, o protecionismo que alguns países têm desenvolvido para evitar a perda de vagas onshore para outras localidades é apontado como um dos riscos da terceirização, segundo 20% dos adeptos da modalidade. No entanto, a perda de funcionários para outras companhias que realizam o offshore é a atual preocupação para 80% das empresas norte-americanas mais experientes em terceirização. Entre as iniciantes, perder a eficiência operacional é o principal motivo de preocupação.
Novas oportunidades
O estudo mostra ainda uma diferença significativa entre o tipo de offshore preferido por empresas iniciantes e aquelas já adeptas da terceirização. Para 52% das iniciantes o modelo preferido é o de fornecedores terceirizados – percentual que fica em 30% entre as mais experientes.
Entre aquelas que já terceirizam, 55% preferem o modelo de centros cativos, com fornecedores dedicados. “Isso abre uma grande oportunidade para os fornecedores terceirizados”, comenta a executiva.
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