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Gestão

Big Brother vota em TI para evitar problemas no site

Para garantir a disponibilidade do site e permitir votos de milhares de telespectadores simultaneamente, Rede Globo aposta em flexibilidade no aporte de equipamentos.

Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD

01 de março de 2007 - 07h40
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Há pouco mais de duas semanas, telespectadores de todo o País votaram 41,2 milhões de vezes para eliminar Fernando “Justin” do programa global Big Brother Brasil, que perdeu a disputa para Diego (o Alemão). Boa parte desses votos chegaram à emissora via internet e desafiaram a capacidade de banda, disponibilidade e performance do banco de dados do site do programa.

Entretanto, o diretor de tecnologia da Globo.com, Antônio Maia, diz que sua equipe de TI se preparou e aperfeiçoou o sistema ao longo das sete edições do programa para prepará-lo, inclusive, para esses recordes de acesso, como foi o caso de duas semanas atrás. “Aproveitamos a experiência da Endemol e também modificamos algumas características, automatizamos outras. Nosso objetivo é fazer a interface do site ser tão simples quanto passar a mão no telefone”, explica.

O profissional conta ainda que é difícil fazer previsões, porque o sucesso do programa depende muito do perfil dos brothers, do tipo de participação e de como é o andamento do programa. Mesmo assim, ele diz que a Globo.com adotou um sistema tradicional desenvolvido para altas performances. “Tratamos os sistemas com a mesma seriedade com que se encara uma eleição governamental e exigimos a mesma velocidade das urnas eletrônicas”, detalha.

Para que não corra o risco de ir ao paredão, a redundância é prioridade. Maia conta que a empresa optou por ter um aporte de equipamentos que ficam disponíveis para aumentos de demanda. “Não posso revelar nosso limite, mas suportamos milhares de votantes no site por segundo”, diz.

O banco de dados, segundo ele, nunca esteve fora do ar. “Já houve situações que precisamos contornar, mas não era o caso de votação”. O diretor de tecnologia afirma que usa os mesmos padrões de outras empresas do mercado, assim como a contingência para o sistema de voto não parar.

Convergência que culmina na eliminação

O sistema que recebe votos por meio de mensagens SMS (pelo celular), telefone fixo e o da internet não é integrado. Por isso, as operadoras de telefonia, assim como os responsáveis pela TI, registram os resultados parciais com o desempenho dos votos. “Depois, quando o Pedro Bial anuncia o encerramento da votação, cada uma das equipes compila os dados e entrega à produção, que adiciona e comunica o apresentador. É tudo imediato e feito durante o intervalo comercial”, descreve.

A equipe de TI da Globo.com, segundo Maia, também não muda quando o programa está no ar. “É como em situações de eventos, em outras empresas. Nós apenas realocamos profissionais que mudam temporariamente o foco de atenção”, diz.

De acordo com o diretor de tecnologia da emissora, a forma como a segurança do sistema é feita não tem segredos. “Usamos técnicas padrões, arquivos de segurança, controles e o nosso conhecimento acumulado também. Mas sabemos que a internet é um ambiente propício para ataques”, comenta. “Não tem segredo. Nós apenas mantemos as reservas tecnológicas prontas para entrar em atividade de forma organizada e prevista pelas tendências de números de acessos.”

Todos os esforços, segundo Maia, são para que o clima pesado da casa “mal assombrada” – como o próprio Maia brinca – não atravesse as paredes do ambiente confinado e afete o desempenho do programa.

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