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Gestão

Histórias de horror em TI: dramas do ERP

Por COMPUTERWORLD*

02 de março de 2007 - 18h31
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ERP III: um exercício de agonia

Um investimento de 400 milhões de dólares na atualização de seus sistemas de supply chain dá uma imensa capacidade de compra para sua empresa, certo? Nem sempre. Em 2000, um sistema trouxe perdas de 100 milhões de dólares em vendas, quedas de 20% nas ações e uma avalanche de processos à Nike. Isso graças a uma tentativa para lá de frustrada de integrar ERP, planejamento de supply chain e CRM em um único sistema super herói. Para as demais companhias norte-americanas, uma lição de infortúnio e alerta.

"Para aqueles que pretendem seguir esse tipo de coisa: nós nos tornarmos um marco [para implementações fracassadas]." - Roland Wolfram, vice-presidente de operações globais e tecnologia da Nike.

ERP IV: doce miséria

Gaste um dólar para perder um dólar. O que? Não é assim que os sistemas deveriam funcionar. Mas foi esse o resultado da tentativa da fabricante de alimentos Hershey's em 1999 em criar um sistema "enfeitado" para emissão de pedidos e distribuição. O detalhe era que o projeto nem sequer chegou a funcionar, evitando que a Hershey's distribuísse 100 milhões de dólares como quem está comprando doces baratos. No entanto, as ações da companhia caíram 8% no dia em que o então CEO Kenneth Wolf anunciou a falha no sistema.

"Não há dúvida de que 1999 foi um ano difícil e desapontador para a Hershey’s Foods, ao passo que vendas e ganhos caíram significativamente, assim como nossa expectativa de mercado. Isso aconteceu principalmente em virtude dos problemas com serviço ao cliente e reposição, resultantes da fase final de nossos novos sistemas de negócios e processos nessas áreas." - Kenneth L. Wolfe, ex-presidente e CEO da companhia, em um comunicado à imprensa.

ERP V – morte súbita


O último conto de horror de ERP relata a experiência da distribuidora farmacêutica FoxMeyer Drug – e acende todas as luzes de alerta aos CIOs interessados em conduzir uma implementação desse tipo. Depois de colocar em funcionamento o SAP R/3 na metade dos anos 90, a companhia foi à falência. Os controladores abriram um processo avaliado em 500 milhões de dólares contra a gigante alemã. A empresa co-implementadora, Andersen Consulting, também foi processada em 500 milhões de dólares, diante da alegação de que os esforços de instalação do software contribuíram para a companhia ir para o buraco.

"Em 23 de junho de 2004 a SAP chegou a um acordo com a FoxMeyer em que foi imposto à companhia alemã o pagamento de uma certa quantia. Nele, todas as disputas e litígios remanescentes foram eliminados por ordem da Corte de Falências norte-americana de Delaware, datada de 30 de agosto de 2004. A SAP pagou a quantia a FoxMeyer em 9 de setembro de 2004." - Trecho do relatório anual de 2004 da SAP.

E você, teve alguma experiência desastrada em ERP? Comente abaixo.

*Com informações da CIO Magazine

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