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Histórias de horror em TI: o que decisões erradas podem fazer

Ações desastradas ou decisões erradas podem causar estragos expressivos não só à área de TI mas às operações da empresa como um todo. Veja a lista de cinco grandes desastres recentes e saiba como não proceder.

Por COMPUTERWORLD E CIO

09 de março de 2007 - 19h55
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Quais impactos podem ter decisões erradas ou ações desastradas em tecnologia sobre as operações gerais de uma companhia? A lista de respostas possíveis é, de fato, extensa. Nesta segunda matéria sobre histórias de horror em TI, o COMPUTERWORLD e a CIO trazem cinco desses episódios que podem fazer qualquer usuário ou mesmo gerente de TI pensar duas vezes antes de apertar a tecla “enter”.

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Perdidos para sempre
Todos nós já perdemos pelo menos um ou dois e-mails importantes na vida. Um clique casual da tecla "delete", um servidor mal configurado e pronto! Lá vai a mensagem por água abaixo. Mas como explicar 700 Gigabytes (GB) de e-mails eliminados por toda a eternidade? Sim, aconteceu. Em 2006 o provedor britânico PlusNet perdeu 700 GB de e-mails de clientes. Um engenheiro deletou acidentalmente as contas e tentou um velho truque para recuperá-los. A tentativa saiu pela culatra e, ao contrário, impossibilitou a recuperação de forma permanente.

"Eu gostaria de aproveitar essa oportunidade para mais uma vez estender nossas sinceras desculpas pelo inconveniente causado pela perda de todos os e-mails particulares e, especialmente, dos e-mails não lidos. Isso tem sido levado muito a sério pela PlusNet. Uma análise extensa de como isso aconteceu está sendo realizada e novas práticas estão sendo implementadas para evitar que isso aconteça novamente", escreveu na ocasião Alistair Wyse, diretor técnico da companhia.

Quando o retorno dói
Voltar para casa é, às vezes, difícil. O JPMorgan Chase que o diga, comparando sua situação antes e depois do outsourcing. Em 2002 a instituição fechou um contrato de nada menos do que 5 bilhões de dólares em terceirização com a IBM, e foi apontada como uma das grandes promessas do futuro em termos de corte de custos e inovação. Mas depois de o JPMorgan ser adquirido pelo Bank One ficou claro que a decisão não era um grande negócio. Em um episódio embaraçoso, muito do que foi terceirizado retornou para casa em 2005. Resultado: o custo foi grande em dólares, a confiança dos funcionários caiu e a moral ficou em ruínas, além de grandes talentos que já haviam sido perdidos.

"Trazer tarefas terceirizadas de volta para casa pode causar tamanho rompimento a uma organização que grande parte das empresas opta por não fazê-lo. É uma mudança muito dolorosa e difícil para uma companhia", diz Ralph Schonenbach, CEO do Trestle Group, empresa de consultoria em outsourcing.

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