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Gestão

Histórias de horror em TI: casos que só Deus explica

Por CIO Magazine

16 de março de 2007 - 20h26
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Tudo escuro

14 de agosto de 2003. 16h12. Em questão de segundos é registrado o maior incidente de falta de energia elétrica da história dos Estados Unidos, deixando às escuras a área entre Detroit e Nova York - além de parte do Canadá. Cerca de 50 milhões de pessoas ficaram sem energia elétrica, mas o mundo continuou a rodar. Companhias precisaram acessar seus data centers. Funcionários precisavam atingir seus gerentes, colegas e familiares. Moradores nervosos corriam nas ruas escuras em busca de um caixa eletrônico para guardar dinheiro. Executivos de TI trataram logo de encontrar uma nova perspectiva sobre seus planos de continuidade de negócios. Os mais espertos estavam prontos. Os menos sortudos foram deixados no escuro.

"Fizemos uma toneladas de procedimentos durante as preparações do bug do milênio e quando acordei em 1º de janeiro de 2000, pensei: cara, que perda de tempo foi este exercício. Agora, depois do blecaute, o treinamento veio muito a calhar", diz Jim Simmons, então CEO da SunGard Availability Services.

O dia do terror

A articulação e a realidade cruel dos ataques ao World Trade Center em 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos aterrorizaram pessoas ao redor do globo. Milhares ficaram em choque. Outras tantas ficaram sem emprego. Quando os terroristas embarcaram nos aviões naquele dia, a intenção não era simplesmente matar pessoas e destruir prédios: o atentado era contra a economia norte-americana. Em nenhum lugar do mundo a TI foi mais afetada do que no distrito financeiro de Nova York, especificamente em Wall Street. Executivo da American Express, Lehman Brothers e Merrill Lynch informa que as lições aprendidas sobre recuperação de desastres foram muito úteis para a situação.

"Trabalhei com um CIO durante um longo período que costumava a dizer: você perde um data center inteiro a cada 10 mil anos, o que justificava sua estratégia de não ter planos de recuperação de desastres. Isso, por sua vez, se tornou estúpido. É necessário admitir que é provável de acontecer agora", diz Glen Salow, CIO da American Express.

O desmaio dos bipes

O Galaxy 4 girava sem controle. Era 19 de maio de 1998 e muitos consideraram que aquela era a maior falha digital da história: o satélite Galaxy 4 de telecomunicações - que hospedava serviços de pager, redes de televisão e aplicações de serviços financeiros – havia pirado. Um fluxo intenso de elétrons pode ter causado a falha nos sistemas de controle de altitude e em seus backups, o que prejudicou o funcionamento. O problema levou ao chão CIOs e profissionais de TI que dependiam de bipes e serviços similares de comunicação instantânea. Dessa forma, 45 milhões de pagers ficaram sem funcionar, e não puderam encontrar capacidades em outros satélites.

"Temos o melhor sistema de comunicações no mundo até ele ter um soluço e nós percebermos como somos dependentes." - Jeffrey Kagan, então presidente da Kagan Telecomm Associates de Atlanta, consultoria em comunicações.

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