Gestão
Governança de TI motiva ofertas de fornecedores
Cada vez mais em pauta, as melhores práticas e a governança de TI têm sido temas mais freqüentes também entre fornecedores, que começam a ofertar soluções específicas. Compradores, entretanto, devem tormar cuidado.
Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD*
Se pelo lado dos gestores seguir processos detalhados de governança de TI nem sempre representa uma tarefa das mais agradáveis – ainda mais no que diz respeito à adaptação cultural que eles implicam no dia-a-dia corporativo –, para os fornecedores eles têm representado boas oportunidades de negócio.
Isso porque de um tempo para cá o assunto caiu tanto na rotina das empresas que oferecer soluções destinadas às demandas por cumprimento de normas regulatórias como Sarbanes-Oxley e ao acompanhamento de melhores práticas de ITIL, por exemplo, pode ser sinônimo de incremento nas vendas.
Leia também:
Sarbanes é injusta com SMB, dizem senadores dos EUA
Gastos com compliance atingem US$ 29,9 bilhões em 2007
Deficiências em compliance devem derrubar milhares de CFOs
Um dos anúncios mais recentes foi feito pela Oracle, com a suíte Oracle GRC (Governance, Risk and Compliance). A ferramenta combina capacidades de business intelligence desenvolvidas em alguns produtos da companhia com ferramentas de gerenciamento de conteúdo empresarial herdadas da aquisição da Stellent, em novembro do ano passado.
Segundo Folia Grace, vice-presidente de marketing da Oracle, a suíte GRC expande consideravelmente as habilidades de suporte às melhores práticas da E-Business Suíte 11i, mesmo quando relacionada a aplicações da empresa ou não. O sistema também inclui a Oracle Fusion GRC Intelligence, ferramenta que fornece um painel de controle com capacidades de relatórios, e a GRC Manager, que monitora riscos de negócio. Os preços começam a partir de 995 dólares por usuário.
A Altiris é outra companhia que pretende atrair seus clientes pelo discurso das melhores práticas. A companhia incorporou aos seus sistemas o conceito de Service Oriented Management (SOM), o que na prática promete fazer com que as ferramentas de gerenciamento do ciclo de vida, gestão de operações, gerenciamento de sistemas e de segurança funcionem como uma base de dados centralizada fornecendo informações seja ao departamento de TI ou às áreas de negócios.
Segundo Brian Doheny, vice-presidente de vendas da Altiris para as Américas, muitos clientes estão cansados de ter soluções que apresentam informações dispersas sobre dados significativos da empresa, o que dificulta ainda mais o cumprimento dos requisitos das regulamentações, por exemplo. “Eles querem ter informações em um mesmo repositório”, diz.
Na avaliação do executivo, o conceito desenvolvido pela companhia facilita o acesso a esses dados necessários para cumprir as exigências da Sarbox, por exemplo. “Basicamente podemos dizer que nossa tecnologia vem ao redor dos processos, alimentando-os com informações integradas sempre que necessário”, complementa.
Ainda na mesma linha de raciocínio está a Novell. No mês passado, a companhia anunciou seu conceito Desktop-to-Data Center Management Blueprint, baseado nas melhores práticas de ITIL. O modelo de gerenciamento mapeia processos de ITIL e permite à Novell e a seus parceiros construírem soluções integradas de gerenciamento em padrões abertos.
A abordagem da companhia é que ela abrange todos os recursos computacionais de uma organização típica, incluindo serviços pessoais, de telecomunicações, desktops, redes, storage, serviços para handhelds e servidores. Além disso, o plano suporte o desenvolvimento de múltiplos sistemas operacionais, hardware e ambientes físicos e virtuais.
Cuidado! Nada é garantia
Mas mesmo diante de tantas ofertas, o gestor de TI deve estar atento ao fato de que por mais que se mostrem atrativas, essas novas soluções não significam necessariamente o cumprimento automático de requisitos de regulamentações fiscais como a Sarbox ou das melhores práticas de ITIL.
“Todas as ferramentas podem ter normativas alinhadas às determinações das melhores práticas, mas o gestor não deve deixar essas soluções terem decisões sobre seus processos”, alerta Sérgio Rubinato Filho, vice-presidente do itSMF Brasil.
Na avaliação do executivo, os processos devem ser compreendidos como formas de melhorar as operações como um todo, e não devem ser condicionadas às ferramentas. “Elas não podem impor suas próprias maneiras”, conclui.
- Melhores práticas é o tema do ano no GETI
- Eaton certifica 100% da equipe de TI em ITIL
- Quais as habilidades mais quentes para o profissional de TI em 2007?
- e-SCM: novo aliado para a governança convergente de TI
- Curso de Master em ITIL traz exame em português
- Portal orienta sobre importância da governança de TI
Agora no Twitter
Conheça os 100 melhores CIOs do país
60 melhores empresas de TI e Telecom para trabalhar
A elite do RH de TI e Telecom no Brasil
Computerworld e Instituto GPTW apresentam as Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar 2009.
Veja o Especial


