Gestão
Aquecimento global: é problema da TI?
Cada vez mais, diretores e gerentes de infra-estrutura de indústrias de todos os setores preocupam-se com o caminho dado aos resíduos de suas áreas despejados no meio ambiente.
Por Luciana Coen, do COMPUTERWORLD
A questão relacionada ao aquecimento global saiu do meio acadêmico e começa a figurar em conversas entre pessoas de todas as profissões e idades. Embora alguns cientistas, como o polêmico James Lovelock, acreditem que o problema é irreversível, chefes de Estado do mundo inteiro começam a dar sinais de que se preocupam com esta questão.
De acordo com o inglês Lovelock, o aquecimento global já chegou a um ponto sem volta. Em sua opinião, antes da metade deste século a situação se tornará insuportável aos seres humanos. Embora o ambientalista seja bastante criticado no meio acadêmico mundial, o fato é que foi ele o responsável pela detecção do acúmulo do DDT (pesticida) nos seres vivos, além de ter descoberto que o gás utilizado em aerossóis (CFC) é o grande destruidor da camada de ozônio.
Leia também:
IBM reforça cuidados com o meio ambiente
Deixando as divergências dos especialistas no assunto, o fato é que é preciso pensar em atitudes concretas para reverter ou pelo menos tentar adiar esta situação. O mínimo que empresas podem fazer atualmente é adequar-se a uma norma chamada de ISO 14001, relativa a gestão ambiental. Ela especifica os requisitos mais importantes para identificar, controlar e monitorar aspectos do meio ambiente de qualquer organização, como administrar e adequar o processo de gestão ambiental.
Para garantir o certificado, todas as áreas da companhia são envolvidas. Neste caso, o CIO ou o gerente de infra-estrutura de TI acaba sendo o responsável pelos resíduos gerados pela sua área. A fabricante de automóveis General Motors recebeu seu certificado mundial em 2001. Desde então, vem mantendo sua gestão ambiental por meio de iniciativas básicas, como instalação de coleta seletiva de lixo.


