Gestão
Aquecimento global: é problema da TI?
Por Luciana Coen, do COMPUTERWORLD
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“Hoje, é muito comum fazermos a disposição de equipamentos antigos para quem compra, desmantela e revende peças. Mas esta não é a melhor solução”, admite Lorenzato. De fato, para conquistar o certificado oficial, a empresa precisa garantir que a sucata está indo para o lugar certo, onde será reciclada, e não está sendo jogada em um terreno baldio qualquer.
Na área de tecnologia da Sonopress, são dispensados cerca de 125 computadores obsoletos ao ano. “Temos uma empresa que cuida de pilhas, baterias e metais pesados. Isto está garantido. Mas quero buscar empresas sérias que cuidem de outras coisas, como carcaça de impressora e nobreaks”, exemplifica o executivo.
“O cobre, metal presente em placas de circuito impresso, é um material nobre e pode ser reciclado”, enfatiza. Anualmente, a Sonopress produz 900 quilos de papel, cerca de 45 monitores, 180 tonners, entre outros materiais – não entram nesta conta os valores gerados pela produção (fábrica).
Uma das exigências da ISO é que as empresas contratadas para retirar os resíduos comprovem e atestem sua responsabilidade com relação ao destino dos materiais por até cinco anos. Se a empresa não garantir isto, não conseguirá ser homologada.
Entre os objetivos da Sonopress para adequação à norma ISO 14001 está a redução da impressão e disposição de resíduos – diminuindo custos diretos.
Vale lembrar que a Sonopress tem uma fábrica em Manaus. “A preservação da Amazônia é hoje foco de atenção mundial e uma empresa socialmente responsável não pode ser indiferente ou insensível ao tema”, finaliza o executivo.
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