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Gestão

Japão prepara versão própria da lei Sarbanes-Oxley

Companhias japonesas e suas subsidiárias deverão se adequar às regras até abril de 2008 e já começaram a preparação. Especialistas esperam que regras sejam mais "suaves" do que as da Sarbox.

Por COMPUTERWORLD

23 de março de 2007 - 12h45
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Companhias japonesas e suas subsidiárias internacionais já começaram a se preparar para a implantação de um novo framework de governança corporativa, comparável à lei norte-americana Sarbanes-Oxley.

Muitos dos gerentes de TI baseados nos Estados Unidos já começaram a trabalhar para garantir o cumprimento das exigências daquela que já está recebendo o nome de J-SOX.

No entanto, não existem ainda detalhes precisos sobre a regulamentação. "É como os primeiros estágios da Sarbanes-Oxley - ninguém sabe de verdade" os requisitos ainda, diz Michael Pellegrino, vice-presidente de TI da Fuji Photo Film, subsidiária da japonesa Fujifilm Corp.

Como a maior das 12 subsidiárias norte-americanas, o grupo de Pellegrino está seguindo os passos de sua companhia-mãe no que diz respeito a documentos e controles de TI.

O executivo ressalta que como parte dos esforços de due-dilligence, sua companhia já está criando uma matriz de todo seu parque de hardware, os endereços IP para essas máquinas e o software que é executado em cima dele.

A J-Sox, oficialmente conhecida como Lei de Instrumentos Financeiros e Câmbio, está agendada para entrar em vigor em abril de 2008 para cerca de 3,8 mil companhias listadas no país, junto com suas subsidiárias.

A iniciativa partiu da Agência de Serviços Financeiros do Japão, semelhante à Securities and Exchange Commission norte-americana, e teve como motivação os escândalos financeiros envolvendo companhias como Seibu Railway, Livedoor e Murakami Fund.

Marios Damianides, consultor para gestão de TI e sócio da Ernst & Young em Nova York disse que espera que algumas das exigências da Sarbanes-Oxley sejam "relaxadas", como forma de suavizar as regras para as companhias.

Muitas companhias japonesas poderão se avançar em atender as exigências porque o rastreamento de ativos de TI já é uma prática comum entre a maior parte das empresas no país, diz Masafumi Tanabu, da KPMG japonesa.

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