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Gestão

NCR desiste da fabricação própria 3 anos depois e mira aquisições para crescer

Presidente mundial visita companhia americana de automação pela primeira vez para definir investimentos que elevem participação de mercado da subsidiária.

Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD

28 de março de 2007 - 14h33
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Três anos depois de iniciar a produção local de máquinas de auto-atendimento, junto à sua sede na capital paulista, a NCR Brasil decidiu - para acompanhar uma estratégia mundial da corporação - terceirizar a produção com a Solectron, em uma transição de modelo que acontece ao longo deste ano.

Bill Nuti, que assumiu a presidência do grupo em agosto de 2005, veio ao Brasil esta semana em sua primeira visita e tem objetivos claros: definir um volume de investimentos da matriz para a subsidiária de forma que ela assuma a liderança do mercado - em todas as áreas de negócios - o quanto antes, segundo ele.

A estratégia para crescer pode envolver, segundo ele, "aquisições, contratação de pessoal e novas parcerias". A idéia, segundo ele, "é ser a número 1 ou número 2 em todos os segmentos de negócios e em todos os mercados".

Isso significa, explicou, "ter no mínimo 50% de participação de mercado" e a filial brasileira declarou, no ano passado, ter algo entre 10% e 15% do segmento de ATMs, sua principal área de atuação.

Nuti reconhece que "há muito trabalho a ser feito para chegar lá" e, por isso, afirma não ter como prever em quanto tempo espera a liderança da subsidiária.

Segundo Elias Rogério da Silva, presidente da NCR no Brasil, a transição no modelo de fabricçaão própria para a terceirização será feita "para dar maior atenção ao mercado", já que "manufatura requer conhecimento e especialidade".

A Solectron, segundo ele, tem escala mundial que vai permitir redução de custos e rapidez no lançamento de produtos ao mercado.
A empresa não informou qual será o destino dos funcionários hoje envolvidos na fabricação local, mas Nuti afirmou que será "uma transição suave" ao longo deste ano.

A empresa, que faturou 6,1 bilhões de dólares em 2006, pretende se dedicar principalmente à terceirização dos serviços de caixas eletrônicos. Entre as categorias que serão alvo de estudos para aquisições, estão sistemas de auto-atendimento, serviços profssionais e voltados ao consumidor final.

A companhia, adquirida pela AT&T em 1991, ganhou novamente status de empresa independente em 1996. Ela adquiriu o controle da Teradata em 1991, de softwares para datawarehouse, mas em janeiro deste ano anunciou a intenção de separá-la em uma companhia independente nos próximos meses.

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