Gestão
NCR desiste da fabricação própria 3 anos depois e mira aquisições para crescer
Presidente mundial visita companhia americana de automação pela primeira vez para definir investimentos que elevem participação de mercado da subsidiária.
Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD
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Três anos depois de iniciar a produção local de máquinas de auto-atendimento, junto à sua sede na capital paulista, a NCR Brasil decidiu - para acompanhar uma estratégia mundial da corporação - terceirizar a produção com a Solectron, em uma transição de modelo que acontece ao longo deste ano.
Bill Nuti, que assumiu a presidência do grupo em agosto de 2005, veio ao Brasil esta semana em sua primeira visita e tem objetivos claros: definir um volume de investimentos da matriz para a subsidiária de forma que ela assuma a liderança do mercado - em todas as áreas de negócios - o quanto antes, segundo ele.
A estratégia para crescer pode envolver, segundo ele, "aquisições, contratação de pessoal e novas parcerias". A idéia, segundo ele, "é ser a número 1 ou número 2 em todos os segmentos de negócios e em todos os mercados".
Isso significa, explicou, "ter no mínimo 50% de participação de mercado" e a filial brasileira declarou, no ano passado, ter algo entre 10% e 15% do segmento de ATMs, sua principal área de atuação.
Nuti reconhece que "há muito trabalho a ser feito para chegar lá" e, por isso, afirma não ter como prever em quanto tempo espera a liderança da subsidiária.
Segundo Elias Rogério da Silva, presidente da NCR no Brasil, a transição no modelo de fabricçaão própria para a terceirização será feita "para dar maior atenção ao mercado", já que "manufatura requer conhecimento e especialidade".
A Solectron, segundo ele, tem escala mundial que vai permitir redução de custos e rapidez no lançamento de produtos ao mercado.
A empresa não informou qual será o destino dos funcionários hoje envolvidos na fabricação local, mas Nuti afirmou que será "uma transição suave" ao longo deste ano.
A empresa, que faturou 6,1 bilhões de dólares em 2006, pretende se dedicar principalmente à terceirização dos serviços de caixas eletrônicos. Entre as categorias que serão alvo de estudos para aquisições, estão sistemas de auto-atendimento, serviços profssionais e voltados ao consumidor final.
A companhia, adquirida pela AT&T em 1991, ganhou novamente status de empresa independente em 1996. Ela adquiriu o controle da Teradata em 1991, de softwares para datawarehouse, mas em janeiro deste ano anunciou a intenção de separá-la em uma companhia independente nos próximos meses.
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