Gestão
TI Verde: Como reduzir gasto de energia e resíduos em PCs?
Para alertar companhias e gerentes de TI para a questão ambiental, o COMPUTERWORLD publica a primeira parte da reportagem sobre equipamentos 'verdes': desktops e notebooks.
Por Vinicius Cherobino, do COMPUTERWORLD
No ano passado foram vendidos cerca de 6 milhões de desktops no Brasil, segundo a IDC. O País ocupa, hoje, a terceira posição no mundo em unidades vendidas. Grandes corporações, pequenas empresas e usuários domésticos começaram a comprar máquinas ultramodernas, com processadores e placas de última geração. Mas qual será o custo desta corrida à tecnologia para o meio ambiente daqui a 10 anos?
Se nada mudar, uma parte significativa desses equipamentos vai estar em aterros, dividindo espaço com monitores aposentados, tocadores de MP3 ou celulares. Eles farão companhia aos produtos eletrônicos produzido no início da década de noventa, formando toneladas do chamado 'e-waste', o lixo eletrônico.
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Não é segredo para ninguém: a TI tem um passivo ambiental grave. Se jogado sem controle de volta ao ambiente, o lixo eletrônico não só leva milhares de anos para se decompor, como também é um problema ambiental e de saúde pública por conta das substâncias tóxicas utilizadas em sua fabricação, como chumbo e mercúrio, que podem contaminar o solo ou os lençóis freáticos e causar doenças como câncer, por exemplo, ou mutações em pessoas cujas moradias são próximas aos lixões onde as máquinas foram jogadas sem cuidado.
A alternativa mais rápida para eliminar esses produtos, a incineração, também não é sustentável. Além de colocar diversos gases poluentes na atmosfera, como os altamente tóxicos e cancerígenos PAH (hidrocarbonetos policíclicos aromáticos), a prática também culmina com problemas relacionados ao combustível gasto para a realização da queima.
O passivo ambiental em TI envolve mais do que a disposição dos produtos. A fabricação é um problema. Para se ter uma idéia, a produção de uma estação de trabalho com monitor CRT de 17 polegadas demandou, em 2004, 240 quilos em combustíveis fósseis, utilizou 22 quilos de produtos químicos e cerca de 1,4 mil litros de água. As informações são do livro Computers and the Environment: Understanding and Managing their impacts (Computadores e o Meio-ambiente: entendendo e gerenciando seus impactos), lançado em 2004 pela Universidade da Organização das Nações Unidas (ONU).
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