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TI Verde: Como reduzir gasto de energia e resíduos em PCs?

Por Vinicius Cherobino, do COMPUTERWORLD

30 de março de 2007 - 07h00
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Por um mundo mais verde
A ONU, aliás, é uma das entidades que tem debatido bastante a questão do lixo eletrônico. A organização lançou, no início de março, o StEP (www.step-initiative.org), projeto que une entidades como o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), a Academia Chinesa de Ciências e empresas privadas de TI, como Dell, Microsoft, Phillips e Cisco, com objetivo de encontrar novas formas para diminuir a quantidade de e-waste e tratá-lo melhor.

Os governos também começaram a se movimentar. Regulamentações foram criadas para atacar o problema, demandando a proibição do uso de substâncias tóxicas. A União Européia, uma das administrações mais avançadas neste sentido, criou, ano passado, duas diretrizes chamadas WEEE (Waste Electrical and Electronic Equipment, que significa Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos) e RoHS (Restriction of Hazardous Substances, que significa Restrição a substâncias perigosas). Ambas buscam garantir que lançamento dos resíduos químicos oriundos de eletrônicos, especialmente o chumbo e mercúrio, sejam menos agressivos ao meio ambiente.

Já para o consumo de energia elétrica, demandas como a Energy Star 4.0, da agência de proteção do meio ambiente dos EUA, cobra dos fabricantes maior eficiência energética nos produtos. Na outra ponta, as certificações internacionais –especialmente a família ISO 14000 – seguem indicando caminhos para a produção ambientalmente responsável, obrigando empresas certificadas a controlar seus resíduos e sua disposição no ambiente.

“Dentro de 4 a 5 anos, ninguém vai ser competitivo se não estiver apoiado no tripé: responsabilidade econômica, social e ambiental”, projeta João Carlos Redondo, gerente de administração patrimonial da Itautec. O gerente afirma que a empresa criou projetos de reciclagem de placas e do vidro de monitores por meio de contratos com terceiros, além de ter desenvolvido um programa interno para redução do gasto de energia na fábrica. “No ano passado, reduzimos o uso de eletricidade em 1,4%. Esse valor é equivalente ao consumo mensal de 800 residências de quatro pessoas”, comemora.

Gleverton Munno, gerente de Assuntos Corporativos da subsidiária brasileira da Dell, destaca o projeto de disposição de produtos da empresa, que coleta as máquinas antigas de clientes corporativos localizados no Rio Grande do Sul e em São Paulo. “Depois de passar pelas centrais de reciclagem, as máquinas vão para projetos sociais selecionados pela ONG Fundação Pensamento Digital”, conta. O gerente ressalta que as organizações recebem treinamento para usar a máquina e aplicar na educação de pessoas carentes. “Se não tiver treino, acaba virando depósito de lixo”, alerta.

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