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TI Verde: Como reduzir gasto de energia e resíduos em PCs?

Por Vinicius Cherobino, do COMPUTERWORLD

30 de março de 2007 - 07h00
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Para Maurício Amaro, gerente do time de soluções da Bearing Point, o momento marca o início das preocupações de fabricantes com a questão ambiental. Ele destaca, contudo, que o tema não é dos mais agradáveis para as empresas. “Os fornecedores guardam as questões ambientais a sete chaves, não gostam de revelar. Ainda que instituições como a Bolsa de Valores demandem ações ambientais e sociais, a prática está a cargo das empresas”, comenta. O especialista destaca, contudo, que as iniciativas do setor privado não são suficientes para resolver o problema. “Norma sem fiscalização cai no esquecimento. O governo deve verificar constantemente a eficiência dos processos”, arremata o analista.

Problema cultural?
Mas as corporações clientes estão dispostas a pagar um valor maior para equipamentos “verdes”? Maurício Amaro nota o aumento da conscientização ambiental, mas para ele a decisão da compra por determinado produto está muito mais relacionada com o lado financeiro do que qualquer outro tópico. “É utópico achar que os clientes vão pagar mais por que a fabricante recicla seus equipamentos, o maior motivador é o financeiro”, defende.

Munno, da subsidiária brasileira da Dell, concorda. O gerente não vê que a conscientização ambiental dos usuários os leve a pagar um valor 10% maior por um aparelho produzido de forma sustentável. “Hoje, o cliente não valoriza tanto quanto deveria, não vai pagar a mais. Mas é a iniciação para uma nova realidade”, destaca Gleverson.  

Já João Carlos Redondo, da Itautec, argumenta que a visão de que a ecologia encarece o produto é míope. Para ele, o foco do investimento ambiental é outro, com objetivos para médio e longo prazos. A economia gerada, no entanto, pode ser imediata. “Por exemplo, a produção sem chumbo custa mais no início, mas depois tenho um produto no final do seu ciclo de vida muito mais simples e menos oneroso para reciclar”, conta.

Assim, destaca, os investimentos não precisam ser repassados para o cliente, já que o produto acaba desonerado e capaz de competir em concorrências internacionais na União Européia, por exemplo. “Para eliminar o chumbo, a alta estimada foi de 1,7%. Não é um valor absurdo e nossos concorrentes estão fazendo isso”, conta. Os investimentos para a produção sem chumbo na Itautec, iniciados neste ano, ficaram em 1 milhão de reais e a produção completamente lead-free vai acontecer até o final de 2008. Já a Dell afirma que produz todos os seus produtos sem chumbo desde o ano passado.

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