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Gestão

Mudança tranqüila e sem percalços

Presidente da HP Brasil desde novembro, Mario Anseloni fala sobre seus desafios à frente da empresa e garante que nova direção não significa mudança de rumos.

Por Alexandre Scaglia, do COMPUTERWORLD

02 de abril de 2007 - 11h49
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A troca de comando em uma grande organização nunca é um processo muito fácil – ainda mais quando quem sai da empresa é um executivo que comandou uma das maiores guinadas da companhia em sua história. Mas Mario Anseloni, presidente da HP Brasil desde novembro de 2006, não se intimida e avisa: “As mudanças foram apenas na forma, não no conteúdo”. Abaixo os melhores momentos da entrevista com o executivo.

COMPUTERWORLD – Depois de muitos anos a HP Brasil tem um novo presidente – e sua experiência foi construída na área de vendas. Que tipo de mudança a sua chegada ao comando da companhia traz para a operação?

Mario Anseloni – Eu não diria que há uma mudança significativa. Vejo diferenças na intensidade que as coisas estão sendo feitas, não no foco e na execução. Como esse foi um processo tão bem planejado ao longo do tempo e eu já estava no Brasil há mais de quatro anos, trabalhando com o time local e fazendo parte da liderança da empresa, diria que a mudança está muito mais na forma que no conteúdo, até pelas características individuais.

Por outro lado, há muita coisa que prevalece: valores, projetos estratégicos, a necessidade de cada vez mais atender melhor aos clientes, criar melhores condições de trabalho, foco na responsabilidade social e ambiental. De maneira geral, fica uma sensação de continuidade, mas com talvez mais intensidade em algumas áreas. Eu não vejo uma alteração drástica na gestão.

CW – O que, na sua visão, o levou a chegar a essa posição? E o que está na sua lista de desafios, o que te motiva para liderar a companhia?

Anseloni – Chegar à presidência de uma empresa como a HP no Brasil não é um processo fácil. É uma combinação de vários fatores: primeiro é preciso haver um casamento entre valores da empresa, sua cultura, e a do profissional – eu me identifico muito com os valores da HP, com a forma de trabalhar, a forma de ser e a seriedade da companhia, até porque isso é muito valorizado pela organização; segundo é a trajetória de resultados sólidos e de acordo com as expectativas da empresa, crucial para os líderes de qualquer indústria; terceiro é a característica de liderança, insatisfação com o status quo, mas de uma forma séria, responsável, não aceitando o não pelo não.

Acredito em uma combinação desses fatores e não houve um caso específico que tenha sido o grande motivador da minha indicação. Foi um processo de amadurecimento e construção ao longo do tempo. Eu também tomei muito risco na minha carreira, não me satisfiz com o que já tinha – sou feliz com o que tenho, mas eu quero mais. Muitas vezes abandonei o porto seguro e fui buscar novos desafios, sempre de uma forma responsável, sem fazer grandes loucuras. Isso também foi uma característica que contribuiu, ainda mais em um empresa que cresce, como a HP, e que precisa tomar alguns riscos.

CW – Qual é o risco hoje que, como presidente, você se propõe a tomar?

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