Gestão
Mudança tranqüila e sem percalços
Por Alexandre Scaglia, do COMPUTERWORLD
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Anseloni – Acho que a principal iniciativa é a desoneração de encargos e impostos de uma forma geral. O Brasil é um País onde se paga muitos impostos. É preciso reduzir essa carga tributária de uma forma geral. Até para que os produtos fiquem mais acessíveis à população e tenham preços mais competitivos. Isso é importante para que todos tenham acesso a algo vital que é a tecnologia da informação. Se o governo continuar na sua batalha e conseguir reduzir a carga tributária, ele estará trazendo um benefício não à HP, mas à sociedade de uma maneira geral.
CW – Qual é a meta de crescimento para 2007?
Anseloni – A meta é alta... É crescer mais rápido que o mercado.
CW – Você falou em contratação de pessoas. Quantas vagas a HP espera abrir neste ano?
Anseloni – Isso é o que chamamos de moving target (alvo em movimento). Dependendo do desempenho isso se renova. Não há um objetivo de contratação – há um objetivo de crescimento. Se isso levar à necessidade de contratação, elas acontecerão. Mas nosso objetivo é crescer de uma forma rentável, sustentável, sólido, responsável.
CW – Deixando de lado o mercado cinza de PCs, quando a HP quer ser a número 1 do setor no Brasil?
Anseloni – Eu quero ser amanhã (risos). Nesse exato momento não existe uma perspectiva de curtíssimo prazo de tomar a liderança do mercado de desktops no Brasil. Há uma diferença grande do primeiro colocado para nós e o que queremos é continuar crescendo rápido – recentemente lançamos a linha Pavilion para o consumidor final, o que tem dado um bom resultado.
A HP hoje é uma empresas, das chamadas multi-produtos, que têm conseguido fazer dinheiro com a linha de computação pessoal e vem crescendo. Mas nossa preocupação é crescer de uma maneira rentável. Não adianta aumentar vendas e perder dinheiro, porque isso não é sustentável no longo prazo e você acaba tendo de vender sua linha e sair do negócio.
A HP não está muito preocupada em ser a líder em unidades vendidas de equipamentos para desktops. Queremos ser a líder em percepção, em penetração e, principalmente, em conversão para mobilidade.
CW – O lançamento do Windows Vista ajuda o trabalho nessa área de negócios?
Anseloni – A chegada do Vista traz movimentação de mercado. E toda movimentação pode ser positiva ou negativa – no caso específico da HP, que tem uma parceria muito forte com a Microsoft, o objetivo é tentar fazer com que o cenário seja favorável.
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