Gestão
Norma internacional padroniza controle de riscos
Britânica BS 25999 especifica os requisitos internacionalmente aceitos para sistemas de gestão da continuidade de negócios, estabelece diretrizes para processos.
Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD
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Companhias do mundo todo interessadas em seguir regras mais rígidas para controle dos riscos e continuidade dos negócios ganham uma aliada neste ano: a norma britânica BS 25999.
Segundo John DiMaria, da divisão de Gerência de Sistemas da BSi International, a norma especifica os requisitos internacionalmente aceitos para sistemas de gestão da continuidade de negócios, estabelece diretrizes para processos e sugere códigos de prática para as companhias, além de estabelecer terminologias para o modelo.
Até o momento foi divulgada apenas a primeira parte da norma, o que leva o nome de BS 25.999-1. A divisão fornece base para compreensão, desenvolvimento e implementação da continuidade dos negócios dentro de uma organização, de forma a incrementar confiança na relação de uma companhia com outras empresas do mercado e mesmo com seus clientes. Um rascunho publicado na internet com essa primeira parte já teve mais de 5 mil downloads e rendeu cerca de 300 páginas de comentários.
Até o final de agosto, estima DiMaria, deverá ser publicada a BS 25.999-2, que especifica as exigências para estabelecimento, operação, monitoramento, revisão e melhorias no sistema de continuidade de negócios dentro do contexto dos riscos da empresa. “O grande benefício de um padrão é que todos começam a falar a mesma língua à medida que se fornece um framework baseado em um padrão internacional”, ressalta. Quando concluídas as duas divisões, a BS 25.999 deverá contar diretrizes para alinhar responsabilidades e trazer estratégias para a redução de riscos operacionais.
Alguns dos motivadores principais para a criação da norma, aponta DiMaria, foram os ataques terroristas recentes que abalaram sobretudo os Estados Unidos. “Em 1993, por exemplo, no ataque terrorista ao World Trade Center, 150 das 350 empresas afetadas não conseguiram sobreviver porque não tinham planos de contingência. Já os atentados de 2001 mostraram que as empresas deveriam justamente reforçar sua segurança”, comenta.
Uma pesquisa realizada no início desse ano mostra que o padrão deverá ter sucesso entre as empresas mundiais. De 857 companhias pesquisadas, 94% afirmam que apóiam um padrão formal para continuidade dos negócios.
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