Gestão
Como está a vida depois da Sarbanes-Oxley?
Terminado o prazo para adequação à lei Sarbanes-Oxley, a exigências da regra norte-americana continuam reverberando nas corporações.
Por Cláudia Zucare Boscoli, da CIO
Os fornecedores de soluções em TI não têm mesmo do que reclamar. Ano passado foi o deadline para as filiais americanas ou empresas brasileiras com ações nas bolsas dos Estados Unidos se adequarem à lei Sarbanes-Oxley, uma rigorosa resposta aos escândalos envolvendo grandes corporações como Enron e WorldCom. Terminada a maratona de adequações, testes, auditorias e certificações que começou em 2005, quem tinha de cumprir a norma já cumpriu. Mas um movimento pós-Sox começa a acontecer.
Agora, quem presta serviços às empresas regulamentadas também procura a ajuda de terceiros para estar adequado não apenas a uma lei com conseqüências jurídicas, mas a uma norma de mercado que pesa na competitividade. “As pequenas empresas que gravitam ao redor das submetidas à lei acabam forçadas a se enquadrar também”, confirma o analista da PricewaterhouseCoopers Edgard D’Andrea.
Além disto, quem já se adequou precisa sustentar os avanços conquistados. Uma pesquisa da AMR Research revela que, este ano, os gastos com adaptações à Sox devem crescer 8,5% em relação a 2006, o que significa que, até dezembro, o mundo terá investido 29,9 bilhões de dólares nesta medida específica de compliance.
“Como cidadão, acho isso ótimo, porque é um sinal de maturidade do mercado. Como possível investidor, também. E, claro, como prestador de serviços de consultoria e auditoria, o horizonte é excelente”, completa o analista.
É certo que a blindagem contra possíveis erros, fraudes e riscos não elimina 100% dos problemas, mas as ferramentas implementadas são capazes de rastreá-los e, conseqüentemente, inibi-los. Cada vez mais, cresce no mercado a percepção de que segurança da informação é um investimento e não uma despesa. “Tem gente que acha burocracia, mas tudo que é relacionado a risco e compliance vai continuar a ser prioridade para os executivos”, diz D’Andrea.
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