Gestão
Oito formas de reduzir o custo de armazenagem do data center
Além de colaborar com o meio ambiente, a economia de energia nos data centers pode gerar redução de custos para a companhia. Saiba como fazer isso.
Por COMPUTERWORLD
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Certamente você já ouviu o discurso: praticamente todos os fornecedores de storage garantem que seus sistemas e tecnologia garantem redução de gastos com energia e resfriamento. Quase todos, no entanto, têm uma ponta de razão. Afinal, tudo que reduza o volume de dados também ajuda a diminuir os custos de energia. Confira, a seguir, oito formas de começar a economizar.
1. Gerenciamento do ciclo de vida – A sigla ILM, que vem do inglês, se refere tanto a uma filosofia de gerenciamento quanto a uma tecnologia e envolve mover dados para sistemas de custo total de propriedade menor - ou até mesmo apagá-los - à medida que perdem valor para a organização. Muitos fornecedores oferecem produtos e serviços para a adoção do ILM. A EMC, por exemplo, recentemente introduziu um programa chamado Energy Efficiency Services que auxilia os clientes a estimar o consumo de energia de produtos específicos sob várias cargas de trabalho.
2. Virtualização - Outra estratégia comum no mundo dos data centers é a virtualização, que torna mais eficiente o uso de servidores e do storage por meio da combinação lógica de equipamentos que podem ser melhor utilizados em grupo do que separadamente. Um dos resultados desse modelo é diminuir a demanda por energia pela redução de servidores físicos e de storage exigidos na organização. Por outro lado, há o risco de aumento do consumo energético em função da alta densidade de servidores e storage em racks.
3. Eliminação de arquivos duplicados e compressão – Tais medidas podem render uma redução de até 20 para 1 na capacidade de storage necessária para armazenar apenas as diferenças entre cópias antigas e novas ou pela leitura dos dados como estão no backup e arquivo somente dos dados únicos. Entre os fabricantes que oferecem esse tipo de produtos estão a Data Domain, ExaGrid Systems, Asigra e Avamar Technologies, hoje propriedade da EMC.
4. Também é possível economizar por meio da alocação lógica de tanta capacidade nos discos quanto as aplicações devem exigir, desde que a capacidade física do disco respeite o quanto as aplicações realmente precisam. Fabricantes de storage, como a 3PARdata, têm soluções que a necessidade de drives adicionais. Essa abordagem, também conhecida como thin provisioning, dá ao gerenciamento mais tempo para administrar a capacidade e comprar drives.
5. Mais economia potencial vem do MAID (massive array of idle disks) storage, oferecido por fabricantes como Copan Systems. Esta tecnologia gira o drive somente quando os dados são requeridos. Mas o tempo extra necessário para ativar o drive torna o armazenamento MAID inviável para aplicações que exigem alta performance.
6. Existe outra maneira possível: investir em hardware e software de armazenamento cujo design leva em conta a preocupação com gestão - e, consequentemente, com economia de energia. A BlueArc, por exemplo, diz que o servidor de arquivo Titan 2200, que pode servir como interface para múltiplas SAN (storage area network) ou NAS (network-attached storage), gera um terço do calor e provê o dobro da performance em relação aos seus concorrentes. A Agami Systems usa chips de 64-bits Opteron para criar um servidor NAS que consome metade da energia e é tão pequeno quanto um oitavo do tamanho de outro hardware NAS, garante Paul Speciale, vice-presidente de gerenciamento de produto.
7. Alguns fabricantes adotaram sensores de temperatura dentro de arrays e outros hardware que direcionam resfriamento para onde é mais necessário. A HP diz que seu Dynamic Smart Cooling System, que funciona do modo descrito, pode gerar economia de 25% até 40% da energia usada pelo data center.
8. Finalmente, e mais distante da realidade empresarial, é a perspectiva de substituir fontes que convertem energia AC em DC para servidores individuais e equipamentos de storage com sistemas centralizados de distribuição de energia em base DC. Aqueles que apóiam a idéia dizem que esses sistemas de centralização são mais eficientes que possuir um parque com uma fonte de energia para cada máquina.
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