Gestão
Pequenas empresas de terceirização na Índia estão sendo esmagadas, diz Forrester
De acordo com o instituto, setor SMB sofre marginalização com crescimento forte das grandes corporações.
Por COMPUTERWORLD
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A ameaça dos gigantes fornecedores de serviços da Índia não está apenas em ‘roubar’
os clientes por ter uma marca mais forte, mas também em relação aos funcionários.
Para Sudin Apte, analista sênior da Forrester e diretor geral do instituto no
país, as pessoas tentem a procurar as empresas mais em evidência para fazer
suas carreiras.
Como resultado, define, o mercado de trabalho fica ainda mais disputado, com as
pequenas e médias competindo com as grandes empresas de serviços da Índia, além
dos gigantes multinacionais com atuação local como IBM e Accenture. No final, a
diferença entre receitas das pequenas empresas de terceirização e as três
maiores - Tata Consultancy Services (TCS), Infosys e Wipro – fica gigantesco.
Estas três são responsáveis por 41% de toda a receita de exportação da Índia do
ano fiscal terminado em 31 de marco. Três anos atrás, as mesmas empresas foram responsáveis
por 26% da receita. Apte afirma que a diferença tem tendência de aumentar ainda
mais com o crescimento das três.
A receita da TCS, Infosys e Wipro estão entre 2 bilhões de dólares a 3 bilhões
de dólares por ano, enquanto as pequenas e médias empresas do setor tem
faturamento menor do que 500 milhões de dólares por ano. O setor SMB, diz Apte,
ainda cresce, mas a alta de faturamento está caindo, assim como a aquisição de
novos clientes também caiu muito.
Para o analista, as empresas de terceirização do SMB deve escolher apenas
algumas linhas de serviço e algumas verticais, focando-se em criar experiência,
defende Apte. Ele alerta: “estas empresas normalmente querem ser mini TCS ou
mini Wipros, isso não funciona”.
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