O que faz um gerente de relacionamento em TI?
Comunicação é um ponto delicado para o CIO. É possível terceirizar? O gestor de relacionamento de TI faz a interface com as outras áreas e deve trabalhar para manter o cliente satisfeito.
A sigla, repudiada pelo marketing, dá calafrios em muitos: CPD. Muitos centros de processamento de dados se tornaram feudos, com as frias portas brancas representando os fortificados muros de pedra, com a definição do orçamento sendo visto como o domínio das rotas comerciais e com os gestores atuando como os senhores a decidir a vida de seus servos.
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Mais do que uma fome incessante pelo poder, o tal gestor senhor feudal pode ser alguém com problema de comunicação. Se encontrar outro senhor feudal com igual visão – e dificuldade de comunicação – na área de negócios, a guerra está feita na companhia. Como resolver esse problema? Mais fácil do que imaginar uma mudança radical em dois profissionais enquartelados, é pensar que alguém com muito tato pode transformar essa relação incompreendida em algo funcional para os negócios – e ganhar para isso.
Um dos pontos interessantes é que, nem sempre, tarefas da função acontecem na rotina corporativa mesmo sem o cargo existir oficialmente. Normalmente, profissionais com mais experiência e que têm bom trânsito entre os diversos setores assumem a função de relacionamento, sem remuneração especial, trabalham tentado desatar os nós e buscar soluções conjuntas. A função oficial, contudo, daria muitos resultados para as grandes corporações que contariam com alguém dedicado a entender as necessidades e projetos dos vários lados, especialmente de negócios e TI.
“É, acima de tudo, uma função de sinergia”, defende Ione Coco, do Gartner. Ela explica: “O desafio está em melhorar o relacionamento em todos os pontos de contato da TI dentro da corporação, sejam os clientes, os terceiros, as áreas de negócios e, também, os usuários”.
No relatório “Next-Generation IT Workforce: Focus on Synergies”, divulgado em novembro de 2006, Diane Berry, vice-presidente de gestão do Gartner, dá recomendações claras sobre o escopo da função: Ser o contato primordial da TI e fazer a interface para os negócios; representar os negócios e “donos” de processos no planejamento da TI; entre outros pontos.
A idéia é ótima, mas um profissional brasileiro, com
tendências centralizadoras e personalistas, não se sentiria tolhido ao 'entregar'
a comunicação de mãos beijadas para outro profissional 'brilhar'?
Ione Coco responde: “O gerente de relacionamento deve estar abaixo do CIO e dos cargos de negócios, hierarquicamente equivalente ao gerente de infra-estrutura. Na verdade, o CIO de uma grande organização tem muito mais a ganhar quando existe alguém preocupado em defendê-lo para os negócios”.
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