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Gestão

SOA: o longo caminho até o paraíso

Por Fernanda Ângelo, especial para o COMPUTERWORLD

23 de abril de 2007 - 07h00
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O novo sistema, totalmente baseado em SOA, entrou no ar em fevereiro deste ano, com muito menos desafios do que Ramires um dia imaginou. "Quando o sistema entrou no ar, eu apostava em uma curva de problemas que levaria cerca de três meses para serem solucionados", diz o diretor. No entanto, segundo ele, em dois dias o patamar de erros estava perto de zero.

Ramires acredita que os bons resultados obtidos no processo de integração não seriam alcançados se a companhia não tivesse decidido investir em SOA. "Se não tivesse utilizado SOA, e sim o método tradicional de integração, os problemas seriam inúmeros... E isso se tivesse conseguido chegar ao ‘go live’", afirma.

Apesar do sucesso da implementação, Ramires conta que uma de suas principais dificuldades no processo foi a escassez de vivência nesse tipo de plataforma (tanto no Brasil, quanto no exterior). "As consultorias e parceiros são muito leais e têm conhecimentos teóricos, mas ainda não tinham vivência de fato. O conhecimento foi criado em conjunto. Eu assumi o risco", lembra, agora aliviado.

"As empresas que quiserem manter a competitividade adotarão SOA. É a melhor forma de terem sistemas mais padronizados e ficarem despreocupadas sobre a capacidade de comunicação com os demais sistemas – de parceiros, fornecedores, clientes", sugere Arevolo, do Gartner.

"Também é, sem dúvida, a melhor forma de integrar as diversas ilhas tecnológicas dentro da companhia", diz ele, acrescentando que as empresas que sequer começaram a estudar o assunto ficarão para trás no mercado competitivo atual.

Os casos da SmartNet e Rexam são apenas dois entre os diversos que começam a dar bons frutos no mercado brasileiro. Eles de fato indicam que, depois de colocada em prática, a arquitetura orientada a serviços parece mesmo o mundo ideal – e deve em breve tornar-se padrão para o desenvolvimento de aplicativos. Até lá, porém, os executivos que já viveram a experiência alertam: transformar a empresa e os negócios de acordo com esse modelo é muito mais complexo do que os fornecedores pintam!

 

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