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Gestão

Os seis passos para um data center verde

Por COMPUTERWORLD

27 de abril de 2007 - 20h05
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A redução de custos com a eliminação de servidores físicos pode ser sentida rapidamente: mais de 1,2 mil de economia com eletricidade por servidor em um ano. “Para um servidor, você vai economizar de 300 dólares a 600 dólares diretamente em eletricidade. Esse valor será o dobro em sistemas de refrigeração”, defende Mark Bramfitt, gerente sênior em gestão de energia da PG&E. A empresa oferece um ‘incentivo à virtualização’ que paga de 150 dólares a 300 dólares para servidor removido como resultado da consolidação.

Quando os inativos forem removidos, os gestores precisarão considerar aplicações baseadas em servidores para máquinas virtuais. Isso ajuda a reduzir o número de servidores físicos necessários, além de melhorar a eficiência daqueles em uso. A maior parte dos servidores roda, hoje, com 10% a 15% de utilização. Como um servidor em inatividade pode consumir até 30% do que consome em seu pico de utilização, a economia é sensível, defende Balkansky.

Para este fim, a VMware está trabalhando em uma nova funcionalidade que vai alocar dinamicamente cargas de trabalho entre servidores físicos, tratando-os como uma única região de processamento. Chamada Distributed Power Management, a função vai “alocar o máximo de máquinas virtuais no mínimo de servidores possíveis”, afirma Balkansky. Assim, as cargas de processamento serão consolidadas nos períodos fracos da tarde e, então, realocadas em mais máquinas físicas na manhã, acompanhando o aumento de atividade.

Ative a gestão

Mesmo com ferramentas de gestão de energia disponíveis, os administradores nem sempre as usam. “No data center típico, a quantidade de eletricidade não muda durante o dia, mas a carga de processamento muda em até três vezes. Não há uma gestão de energia efetiva”, sintetiza Amory Lovins, chairman do Rocky Mountain Institute, empresa de pesquisas em energia.

Isso não acontece pois os gestores se focam apenas na disponibilidade e desempenho e os funcionários da TI não estão confortáveis com as ferramentas de gestão de energia, de acordo com Christian Belady, pesquisador da HP. Ele destaca que usar as ferramentas podem aumentar a confiabilidade e a disponibilidade ao se reduzir os “estresses” na alimentação do data center e do sistema de resfriamento.

Os fornecedores também podem facilitar o uso destas ferramentas. Para Brent Kerby, gerente da linha Opteron da AMD, ainda que as empresas de processadores tenham colocado novas funções de energia, os outros fornecedores não colocam as tecnologias por padrão. “A tecnologia de gestão de energia não é discutida tanto quanto deveria”, acrescenta.

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