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Gestão

Brasil tem problema de estrutura e legislação para enfrentar lixo eletrônico

As poucas iniciativas existentes não são divulgadas de forma adequada. Confira história de quem está tentando mudar esse cenário.

Por Daniela Moreira, do IDG Now!

26 de abril de 2007 - 12h35
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Os caminhos percorridos pelo lixo eletrônico no Brasil são muito pouco conhecidos. Se de um lado os eletrônicos por aqui têm uma vida mais longa, uma vez que o poder de compra é mais limitado e não é difícil encontrar interessados em receber os equipamentos mais velhos, de outro pouco se sabe sobre o que acontece com um aparelho quando ele realmente não tem mais utilidade.

A exemplo do que ocorre em países desenvolvidos, os ciclos de substituição de produtos estão cada vez mais acelerados. O tempo médio para troca dos celulares - que já são mais de 102 milhões em uso no País - é de menos de dois anos. Os computadores, cujo base instalada é estimada em 33 milhões, são substituídos a cada 4 anos nas empresas e a cada 5 anos pelos usuários domésticos, de acordo com estimativa da consultoria IT Data.

No ano passado, foram vendidos mais de 7 milhões de computadores no mercado brasileiro e neste ano serão vendidos outros 8,5 milhões, segundo dados da IDC. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nove em cada dez lares brasileiros têm pelo menos uma TV. Ainda assim, só em 2006 foram vendidos 10,85 milhões de novos televisores no País.

Apesar do ritmo de crescimento da venda de eletrônicos, contudo, não há uma legislação nacional que estabeleça o destino correto para a sucata digital ou que responsabilize os fabricantes pelo seu descarte. A única regulamentação vigente que trata do lixo eletrônico é a resolução de número 257, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que estabelece limites para o uso de substâncias tóxicas em pilhas e baterias e imputa aos fabricantes a responsabilidade de ter sistemas para coleta destes materiais e encaminhá-los para reciclagem.

Atendendo a essa exigência, os principais fabricantes de celulares no País colocam à disposição sua rede de assistência técnica para recolher as baterias usadas. As lojas próprias das operadoras de telefonia celular também recolhem as baterias usadas, encaminhando-as para os fabricantes. Alguns dos fabricantes de computadores - como a Dell e a HP - também têm programas de coleta de equipamentos.

Essas iniciativas, no entanto, não são de conhecimento da ampla maioria das pessoas. “Toda vez que somos citados em alguma reportagem, é impressionante o volume de ligações que recebemos de cidadão comuns que têm pilhas e baterias guardadas nas suas gavetas e não sabem o que fazer com elas”, conta Fátima Santos, gerente técnica e comercial da Suzaquim, empresa nacional que processa resíduos químicos.

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