Gestão
Brasil tem problema de estrutura e legislação para enfrentar lixo eletrônico
Por Daniela Moreira, do IDG Now!
Compartilhe:
“Se houvesse mecanismos de coleta adequados e políticas de educação ao consumidor, esse volume poderia ser muito maior”, opina Fátima, gerente técnica e comercial da empresa e especialista em engenharia ambiental. A companhia cobra, em média, 990 reais por tonelada de lixo eletrônico recebida. No caso de alguns metais específicos, que estejam em falta no mercado ou valorizados na bolsa internacional de metais, a Suzaquim pode pagar pelos componentes.
Um exemplo da demanda dos usuários por locais adequados para descarte do lixo eletrônico é iniciativa da Drogaria São Paulo, que desde setembro de 2004 recolhe nas suas 185 lojas em São Paulo baterias e pilhas usadas, arcando com os custos para encaminhá-las à Suzaquim para reciclagem. O programa já coletou e reciclou 19,5 toneladas de material.
Já a Sucata Digital, estreante no mercado de reciclagem, aposta em um modelo diferente de atuação: ao invés de cobrar pelo descarte, a empresa paga pelo lixo eletrônico das fabricantes de eletroeletrônicos localizadas na Zona Franca de Manaus. A empresa oferece 1 real por quilo de lixo eletrônico e recebe materiais não só dos produtores de eletrônicos, mas também de empresas locais de outros ramos, de varejos e até de residências.
Com três meses de atuação, a companhia planeja recolher ainda neste ano 500 toneladas de sucata digital. Os funcionários - que hoje são 15, mas devem chegar a 70 até o final de 2007 - farão a separação dos materiais, encaminhando resíduos como plástico e ferro para empresas especializadas neste tipo de reciclagem. Como parte do processo de triagem, a empresa também seleciona componentes reaproveitáveis e monta computadores para inclusão digital, vendendo PCs a 300 reais, com garantia de seis meses.
“Só em Manaus, há 490 indústrias de tecnologia de ponta. Hoje grande parte dos resíduos gerados por elas é encaminhada para incineração”, conta Fúlvio Stelli, gerente comercial da Sucata Digital. As placas eletrônicas recolhidas no processo são vendidas pela Sucata Digital a empresas no exterior especializadas em processar lixo eletrônico.
Este é o mesmo destino da sucata digital recolhida pela TCG Recycling, multinacional que adquiriu a empresa nacional A7, em Jaguariúna, São Paulo, e processa o lixo eletrônico de grandes fabricantes terceirizados de computadores da região. A companhia também projeta coletar e enviar para fábricas na Bélgica e no Canadá um volume de 500 toneladas de lixo eletrônico, do qual serão retirados metais preciosos, como ouro e prata, entre outros.
“São poucas empresas no mundo que estão realmente preparadas para processar estes resíduos. O processo de separação é feito a temperaturas altíssimas e a emissão de gases resultante tem que ser controlada”, aponta Matt Chmielewski, gerente de operações da TCG no Brasil. “Mas sabemos que tem gente que faz esse processo de maneira artesanal. Muitas vezes o cliente olha apenas para o custo e acaba colocando materiais perigosos nas mãos de gente irresponsável”, conclui.
- Sun estenderá programa que remunera clientes pela economia de energia em servidores
- TI Verde: Afinal, quem é o mais verde de todos?
- Quem é mais verde? O Greenpeace analisa fabricantes de TI
- Gartner: computadores com XP também podem economizar energia
- TI Verde: Como reduzir gasto de energia e resíduos em PCs?
- Aquecimento global: é problema da TI?
- TI suporta crescimento e mudanças na Sadia
- 'Jeitinho brasileiro' é alternativa para adaptar TI ao horário de verão
Conheça os 100 melhores CIOs do país
60 melhores empresas de TI e Telecom para trabalhar
A elite do RH de TI e Telecom no Brasil
Computerworld e Instituto GPTW apresentam as Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar 2009.
Veja o Especial


