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Gestão

Quais as soluções possíveis para o problema do lixo eletrônico

De uma legislação sobre pós-uso e descarte de resíduos sólidos até mais consciência sobre consumo. Confira as alternativas.

Por Daniela Moreira, do IDG Now!

26 de abril de 2007 - 11h45
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As pressões de organizações ambientais e de grupos de defesa do consumidor vêm surtindo efeitos positivos na eliminação dos componentes tóxicos dos eletrônicos e na responsabilização dos fabricantes pela destinação do lixo eletrônico.

O Greenpeace, por exemplo, elabora uma lista periódica apontando a posição dos fabricantes no ranking verde. Na última edição, de março de 2007, a Apple foi eleita a empresa menos ecológica, enquanto a Lenovo obteve o melhor desempenho entre os fornecedores.

Embora não tenha efeitos punitivos para as empresas elencadas, o ranking aponta para os progressos dos fabricantes na eliminação de substâncias tóxicas e na elaboração de políticas de coleta e reciclagem, criando uma espécie de guia para o consumidor interessado em escolher fornecedores mais responsáveis.

Para o gerente das operações brasileiras da TCG Recycling, Matt Chmielewski, empresa especializada no ramo de lixo eletrônico, essas melhorias devem rebater no Brasil. “Os fabricantes multinacionais são obrigados a respeitar certas leis nos seus países de origem e acabam adotando as mesmas políticas para as demais geografias”.

Mas a aprovação de uma Lei Nacional de Resíduos Sólidos - que tramita na Câmara dos Deputados - ainda é fundamental para garantir a responsabilização dos fabricantes pela destinação dos resíduos eletrônicos. Redes de coleta específica para estes materiais também são fundamentais para evitar que eles acabem no lixo comum.
Para a consultora em minimização de resíduos e educação ambiental, Patricia Blauth, a redução do lixo eletrônico tem que passar também por uma revisão no comportamento de consumo. “Muitas vezes produtos em perfeito estado são descartados”, diz.

A especialista observa que os próprios produtos são feitos para durar cada vez menos e que o consumidor não se opõe a essa idéia. “É o máximo da obsolescência programada”, critica. “Com o avanço da tecnologia, as pessoas não usam um aparelho até que ele se desgaste”, concorda Valter Capello Jr., secretário geral da Associação Brasileira de Empresas Públicas e Resíduos Especiais (Abrelpe).

A organização não-governamental britânica RSA, que tem entre os seus projetos o Homem de Lixo, um boneco de 3,3 toneladas e sete metros de altura que representa o lixo eletrônico gerado por um britânico em toda sua vida, dá dicas para que cada um dê a sua contribuição para reduzir o problema, baseando-se nos três Rs: reduzir, reusar e reciclar. A premissa é: da próxima vez que você pensar em comprar um novo produto, pense...

...se você realmente precisa comprá-lo, ou pode alugar ou pedir emprestado.

...se você pode consertar o antigo.

...se realmente está quebrado sem possibilidade de conserto, como você pode reciclá-lo.

...se ele ainda funciona, mas você não precisa dele, você pode reduzir o impacto ambiental doando ou vendendo, ao invés de reciclar ou jogar fora.

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