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Entenda a visão do papa Bento XVI sobre ciência, tecnologia e internet
Pontífice da igreja católica tem opiniões firmes sobre a ciência, já repudiou jogos violentos e criticou influência destrutiva da internet.
Por Ralphe Manzoni Jr, do IDG Now!*
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O papa Bento XVI, que começa nesta quarta-feira (09/05) sua primeira
visita ao Brasil, é um teólogo de posições firmes e polêmicas em
relação ao aborto e às pesquisas com células-troncos.
Joseph
Ratzinger, que ocupou de 1981 até ser eleito papa em 2005 o cargo de
prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, ficou conhecido como o
homem do “não”. Mas não é um papa que dá as costas para a ciência.
Mais sobre a visita do papa:
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“Que
fique bem claro, o papa não é contra a ciência”, declara Luiz Felipe
Pondé, professor do departamento de teologia da Pontifícia Universidade
Católica de São Paulo (PUC-SP). “A ciência é um método e, como método,
não pode explicar tudo”.
E foi dessa forma que o pontífice se
manifestou sobre a Teoria de Evolução, de Charles Darwin, no livro
“Criação e Evolução”, publicado na Alemanha.
“A ciência abriu
grandes dimensões da razão”, disse o papa para estudantes de doutorado
em setembro do ano passado, depoimento que depois foi transformado em
livro. “E por isso nos trouxe novas percepções”.
Neste
depoimento, ele não defende nem a teoria Criacionista, nem a da
Evolução, mas sim a visão teísta, de que Deus criou a vida através da
evolução e que não há necessidade da ciência e da religião se
confrontar com isso.
“Ele nos diz que chegou a hora de ser
pós-darwinista”, defende Fernando Altemeyer, teólogo e ouvidor da
PUC-SP. A visão do papa Bento XVI, de acordo com ele, é que a
modernidade substituiu a fé pela ciência.
Citando uma alegoria, Bento XVI diz que para voar o homem precisa de duas asas: a da fé a e da ciência.
Tecnologia e internet
Bento
XVI é um homem que tem a tecnologia em seu cotidiano. Em março de 2006,
durante visita à equipe da rádio Vaticano, ganhou um iPod Nano de
presente, equipado com programação especial da rádio (em inglês,
italiano e alemão) e músicas clássicas de Beethoven, Mozart, Chopin,
Tchaikovsky e Stravinsky.
Na ocasião, disse que “a informática é o futuro”, de acordo com a agência de notícias católica CNS.
O
pontífice carrega, em suas raras viagens, um laptop para arquivar
documentação e bibliografia útil para seus livros e ensaios teológicos,
segundo a imprensa italiana. Ao contrário de João Paulo II, Bento XVI
escreve todos os seus pronunciamentos.
Em agosto de 2005, logo
depois de ser eleito papa, foi para a Alemanha, sua terra natal, e se
transformou no primeiro papa a enviar trechos de seu discurso nas
comemorações da Jornada Mundial da Juventude, que aconteceu em Colônia,
para celulares.
Da mesma forma que usa a tecnologia, o papa é
crítico da internet e dos jogos violentos. Em março de 2007, ele pediu
que a mídia promovesse os valores familiares e criticou a influência
destrutiva da internet e da televisão sobre os jovens.
Um ano
antes, em encontro com 5 mil jovens, no Vaticano, afirmou que “nem
sempre essas alternativas tecnológicas favorecem as relações pessoais”.
No
começo de 2007, Bento XVI, em meio a discussão sobre controles mais
rígidos para games, repudiou os jogos violentos, dizendo que eles
exaltam o comportamento anti-social.
O Papa Bento XVI é o papa do "Sim"
Prezados(as):
A tecnologia de informação deve ser usada a favor da plena realização humana, e não para sua destruição. Assim é com tudo que a inteligência humana descobre e cria. O Papa Bento XVI expressa tal opinião de forma clara e coerente, como são todos os seus pronunciamentos. Ele não é o papa do "não", como mencionado no artigo, mas o papa do "sim". Do "sim" à vida quando combate corajosamente o aborto, a eutanásia, a pena de morte e todas as formas de extinguir a vida humana por intervenção humana. Do "sim" à família, quando condena os meios de comunicação que, de forma cada vez mais direta, ridicularizam o matrimômio. Do "sim" à lucidez quando denuncia o relativismo moral que abate o mundo e que passa a justificar posturas de alguns políticos que impunemente afirmam que "é lícito mentir".
Nathan - 14 Mai 2007, 12h07
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