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Entenda a visão do papa Bento XVI sobre ciência, tecnologia e internet

Pontífice da igreja católica tem opiniões firmes sobre a ciência, já repudiou jogos violentos e criticou influência destrutiva da internet.

Por Ralphe Manzoni Jr, do IDG Now!*

09 de maio de 2007 - 09h30
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O papa Bento XVI, que começa nesta quarta-feira (09/05) sua primeira visita ao Brasil, é um teólogo de posições firmes e polêmicas em relação ao aborto e às pesquisas com células-troncos.

Joseph Ratzinger, que ocupou de 1981 até ser eleito papa em 2005 o cargo de prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, ficou conhecido como o homem do “não”. Mas não é um papa que dá as costas para a ciência.

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“Que fique bem claro, o papa não é contra a ciência”, declara Luiz Felipe Pondé, professor do departamento de teologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). “A ciência é um método e, como método, não pode explicar tudo”.

E foi dessa forma que o pontífice se manifestou sobre a Teoria de Evolução, de Charles Darwin, no livro “Criação e Evolução”, publicado na Alemanha.

“A ciência abriu grandes dimensões da razão”, disse o papa para estudantes de doutorado em setembro do ano passado, depoimento que depois foi transformado em livro. “E por isso nos trouxe novas percepções”.

Neste depoimento, ele não defende nem a teoria Criacionista, nem a da Evolução, mas sim a visão teísta, de que Deus criou a vida através da evolução e que não há necessidade da ciência e da religião se confrontar com isso.

“Ele nos diz que chegou a hora de ser pós-darwinista”, defende Fernando Altemeyer, teólogo e ouvidor da PUC-SP. A visão do papa Bento XVI, de acordo com ele, é que a modernidade substituiu a fé pela ciência.

Citando uma alegoria, Bento XVI diz que para voar o homem precisa de duas asas: a da fé a e da ciência.

Tecnologia e internet

Bento XVI é um homem que tem a tecnologia em seu cotidiano. Em março de 2006, durante visita à equipe da rádio Vaticano, ganhou um iPod Nano de presente, equipado com programação especial da rádio (em inglês, italiano e alemão) e músicas clássicas de Beethoven, Mozart, Chopin, Tchaikovsky e Stravinsky.

Na ocasião, disse que “a informática é o futuro”, de acordo com a agência de notícias católica CNS.

O pontífice carrega, em suas raras viagens, um laptop para arquivar documentação e bibliografia útil para seus livros e ensaios teológicos, segundo a imprensa italiana. Ao contrário de João Paulo II, Bento XVI escreve todos os seus pronunciamentos.

Em agosto de 2005, logo depois de ser eleito papa, foi para a Alemanha, sua terra natal, e se transformou no primeiro papa a enviar trechos de seu discurso nas comemorações da Jornada Mundial da Juventude, que aconteceu em Colônia, para celulares.

Da mesma forma que usa a tecnologia, o papa é crítico da internet e dos jogos violentos. Em março de 2007, ele pediu que a mídia promovesse os valores familiares e criticou a influência destrutiva da internet e da televisão sobre os jovens.

Um ano antes, em encontro com 5 mil jovens, no Vaticano, afirmou que “nem sempre essas alternativas tecnológicas favorecem as relações pessoais”.

No começo de 2007, Bento XVI, em meio a discussão sobre controles mais rígidos para games, repudiou os jogos violentos, dizendo que eles exaltam o comportamento anti-social.

Opinião do Leitor [1 comentários]

O Papa Bento XVI é o papa do "Sim"

Prezados(as):

A tecnologia de informação deve ser usada a favor da plena realização humana, e não para sua destruição. Assim é com tudo que a inteligência humana descobre e cria. O Papa Bento XVI expressa tal opinião de forma clara e coerente, como são todos os seus pronunciamentos. Ele não é o papa do "não", como mencionado no artigo, mas o papa do "sim". Do "sim" à vida quando combate corajosamente o aborto, a eutanásia, a pena de morte e todas as formas de extinguir a vida humana por intervenção humana. Do "sim" à família, quando condena os meios de comunicação que, de forma cada vez mais direta, ridicularizam o matrimômio. Do "sim" à lucidez quando denuncia o relativismo moral que abate o mundo e que passa a justificar posturas de alguns políticos que impunemente afirmam que "é lícito mentir".
Nathan - 14 Mai 2007, 12h07
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