Gestão
Américas detêm 3% das certificações em ISO 20.000
Segundo esquema do itSMF, existem hoje 82 empresas certificadas, sendo que a maior parte está sediada na Europa.
Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD*
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Criada no final de 2005, a ISO 20.000 – norma internacional que atesta a qualidade dos processos das empresas e é baseada boa parte sobre os princípios da biblioteca ITIL –, registra atualmente cerca de 82 empresas certificadas, segundo o esquema gerenciado pelo itSMF.
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Desse total, 49% estão na Europa e 45%, na Ásia. As Américas e a Oceania aparecem empatadas com apenas 3% do total. Os dados foram apresentados pelo consultor em gestão Milton Mendes, da Path ITTS, durante o 1º Encontro de Governança para CIO’s do Rio de Janeiro, realizado na noite de quinta-feira (10/05) em parceria com a Associação Latino-Americana de Teste de Software (ALATS).
Segundo o executivo, que apresentou dados do próprio itSMF, a diferença pode ser explicada especialmente em virtude do ritmo de implementação do ITIL, base da ISO 20.000.
“O mercado vive uma situação particular. O ITIL não é uniforme em todas as empresas onde é adotado. Muitas delas optam pelos processos que lhes parecem mais estratégicos e não necessariamente todos eles. Como a norma não permite certificar apenas um processo, poucas organizações já estão em nível de maturidade suficiente para conduzi-la”, comenta. Como o ITIL nasceu na Europa, é natural existir um ritmo um pouco mais avançado no continente.
A ISO 20.000 carrega o status de primeiro padrão global para gerenciamento de serviços de TI e é baseada nas melhores práticas da biblioteca Information Technology Infraestructured Library (ITIL). Algumas de suas diretrizes prevêem a abordagem de processos integrados para a entrega de serviços, planejamento e implementação de gerenciamento de serviços, controle de processos, entre outros.
Para a empresa interessada em se certificar na norma, um cronograma deve ser seguido, conforme detalha o executivo. O primeiro passo é a criação de um comitê de implementação, ao passo que posteriormente a empresa deve passar por uma análise de processos-chave – tendo como base o ITIL. Na seqüência, existe a necessidade de realizar a seleção para implementação de controles de dentro dos processos, também sobre os princípios da biblioteca britânica.
Após esse processo, a companhia deve seguir a formalização de procedimentos e treinamentos para posteriormente passar pela auditoria interna. “Os próximos passos são a pré-certificação e a implementação de ações corretivas, em que os ajustes serão feitos para a fase final, que é a auditoria para a certificação oficial”, comenta Mendes.
Hoje no Brasil são três as empresas certificadas, a Halógica, a Assyst Sudamérica e a indiana Tata Consultancy Services, que aderiu após o procedimento realizado na matriz.
*A repórter viajou ao Rio de Janeiro a convite da consultoria Path ITTS.
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