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Carreira: profissionais que sabem Cobol são bem remunerados

Em 2009, a linguagem Cobol completa 25 anos. Carência de profissionais faz com que remuneração de especialitas chegue a R$ 12 mil.

Por Nando Rodrigues, da PC World
21 de maio de 2007 - 09h25

Em 2009 ela completa um quarto de século de vida e, ao que tudo indica, com a saúde em dia. Ainda mais quando se leva em conta que a maior parte das coisas relacionadas à Tecnologia da Informação tem vida muito curta. Não se trata de um equipamento nem de uma aplicação específica e sim de uma linguagem de programação, o Cobol.

Essa longevidade se deve, em grande parte, ao grande número de aplicações escritas nas mais diferentes (ou nem tão diferentes assim) versões da linguagem, que representam uma porção significativa do legado existente nas grandes empresas.

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Um estudo da DTS Latin America Technology mostra que programas em Cobol ainda são usados por cerca de 60% das grandes empresas no mundo, percentual que sobe para 90% se pensarmos apenas no segmento financeiro nacional.

Celso Cardoso, diretor da C&C Microinformática, trabalha há 20 anos com a linguagem e resume em três as principais razões dessa longevidade. “Trata-se de uma plataforma extremamente segura, que proporciona enorme legibilidade e, acima de tudo, se documenta sozinha”.

O gerente de produto da DTS, Alexssandro Tolomei, reforça esses conceitos lembrando que o mercado de Cobol está “muito interessante”. Segundo ele, só no segmento de software, 70% da receita da DTS provêm de sistemas em Cobol. “Trata-se de uma das raras linguagens que conseguiram ultrapassar as barreiras da evolução tecnológica. Ela evoluiu, está mais moderna e manteve seu nome forte”, diz.

Carência de profissionais

Apesar desse relativo sucesso, é raro encontrar profissionais jovens e que conheçam ou dominem a linguagem. “Mais de 80% dos profissionais Cobol, hoje, têm mais de 15 anos de experiência”, ressalta Gilberto Faes Jr., presidente da Associação Brasileira de Profissionais Cobol (ABPC). A entidade foi criada em 1998 por profissionais que buscavam trocar experiências. Faes conta que a ABPC tem 2,8 mil associados, a maior parte trabalhando como free lancer.

Ferrenho defensor do Cobol, o professor Renato Fernandez, do Centro Federal de Educação Tecnológica de São Paulo (Cefet-SP), explica que a forma atual como se ministram cursos de linguagens de programação não permite que os alunos adquiram conhecimento aprofundados.

“É impossível dar um curso de lógica ou ensinar uma linguagem de programação como se deve em apenas quatro meses”, diz Fernandez. Ele lembra que, até a década de 1990, essas disciplinas levavam quatro semestres para serem ministradas, possibilitando que os alunos do curso Técnico em Processamento de Dados tivessem uma formação sólida “Por isso, quem conhece Cobol a fundo é a ‘velha guarda’”, reforça.

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1 comentário(s)
Erro no Artigo
Luiz Edmundo - 21 Ago 2007, 16h42

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