Aposta na qualificação profissional
Provedores brasileiros de serviços offshore outsourcing não medem esforços e investem pesado na criação de novos centros de desenvolvimento.
Os provedores brasileiros de serviços offshore outsourcing não estão nada prosa. Eles não têm medido esforços para se posicionar entre os principais players do mercado mundial, junto com Índia (que concentra atualmente 80% das contratações), China, Malásia, Filipinas, Rússia e México.
Fusões e aquisições de empresas e abertura de novos escritórios no exterior fazem parte dos planos de ação de alguns fornecedores visando se fortalecer no mercado internacional. No entanto, a principal aposta ainda passa, sem dúvida, por investimentos pesados na expansão dos centros de desenvolvimento de software locais, com objetivo de melhorar a qualidade do atendimento aos clientes globais.
Um bom exemplo é o dos três provedores – Stefanini IT Solutions, Ci&T e Politec –, que estão aplicando, juntos, perto de 4 milhões de dólares na ampliação de seus centros de competência de software, incluindo aí novas instalações, aumento do quadro de funcionários, programas de certificação CMMI 5, treinamento e qualificação profissional.
A ênfase não é despropositada. Os serviços de TI movimentaram no ano passado, em todo o mundo, cerca de 1,2 trilhão de dólares. Deste total, 750 bilhões de dólares foram computados por serviços de terceirização – 10% dos quais, gastos no mercado offshore outsourcing.
A exportação brasileira de serviços no ano passado, segundo estudo realizado pela A.T. Kearney para a Brasscon (Associação Brasileira das Empresas de Software e Serviços para Exportação) não ultrapassou 200 milhões de dólares. Ou seja, muito pouco diante do potencial de negócios de acordo com os empresários brasileiros.
“Precisamos mudar a velocidade com que atuamos no mercado mundial do offshore outsourcing e isso exige uma quantidade cada vez maior de profissionais – analistas, programadores e desenvolvedores de software – bem preparados. Só assim poderemos atender aos grandes contratos globais que serão transferidos da Índia para outros centros de desenvolvimento, como o Brasil”, avalia Maurício Machado Minas, vice-presidente sênior da CPM Braxis, empresa criada no final do ano passado com a associação da CPM com a Braxis.
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