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Aposta na qualificação profissional

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Por Genilson Cezar, especial para o COMPUTERWORLD
29 de maio de 2007 - 07h00

Os “captive certers” são uma tendência em processo de amadurecimento, segundo Cesar Gon, presidente da Ci&T. A empresa atua em parceria com as multinacionais e grandes corporações brasileiras na formação desses centros. “A complexa legislação tributária, o peso dos custos trabalhistas no País e a falta de fluência do inglês entre analistas e técnicos, além do não cumprimento de prazos são entraves que ainda impedem a “venda” da TI nacional para as matrizes das multinacionais”, aponta Gon.

Convencer o board das corporações da viabilidade dos centros de competência em TI no Brasil é uma das grandes tarefas dos responsáveis pelos projetos locais, diz Argemiro Leite, diretor do Captive Center da Johnson&Johnson, criado há dois anos, em São José dos Campos (SP).

Trata-se de uma iniciativa pioneira e única da companhia em todo mundo, segundo ele. “Nosso quadro atual envolve 120 profissionais voltados para o desenvolvimento de 56 aplicações nas áreas de vendas e supply chain, destinadas a 400 sites da companhia em todo o mundo. No momento, estamos procurando somar esforços com os provedores locais (Ci&T, CPM Braxis e Stefanini, entre outros) para ganhar escalabilidade e ampliar nossa capacidade de entrega de serviços”, diz Leite.

Apostar na melhor capacitação dos profissionais especializados em desenvolvimento e manutenção de software é um trabalho de longo curso, como mostra a Stefanini IT Solutions, atualmente com 30 escritórios em 14 países, um contingente de 4,8 mil profissionais especializados em desenvolvimento e manutenção de software, incluída na nona colocação do ranking Top Ten IT Outsourcing Vendors/Global End-to-End, realizada pelo “The Black Book of Outsourcing.

“Há cinco anos decidimos focar nossa atuação no mercado externo, principalmente numa ampla cobertura da América Latina, e o esforço tem sido compensador”, conta Zenos Strazzeri, diretor de outsourcing. “Em 2006, a receita com serviços de terceirização no exterior chegou a 20% do nosso faturamento total (312 milhões de reais), e este ano essa participação deve dobrar”, informa. A previsão da Stefanini é atingir uma receita total em torno de 420 milhões de reais.

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