Publicidade

Gestão

Executivos listam barreiras para o desenvolvimento do offshore

Em painel realizado nos Estados Unidos, gestores que utilizam a terceirização respondem se manteriam a tendência caso o custo da mão de obra fosse igual ao dos EUA.

Por COMPUTERWORLD

12 de junho de 2007 - 17h18
página 1 de 1

As companhias estão enfrentando desafios quando o tema é offshore. Determinar se os trabalhadores de fora possuem as habilidades técnicas adequadas, se as empresas de outsourcing retêm os talentos e se terceirizar o trabalho representa minimização dos riscos para a empresa; estes foram os principais problemas relatados em um painel na conferência IBM Rational Software Development, que aconteceu ontem (11 de junho de 2007) em Orlando, Estados Unidos.

A Cisco sofreu com a redução da força de trabalho nas firmas terceirizadas de desenvolvimento de software na Índia, Israel e China, contou Jan Roberts, diretora do grupo de serviços e ferramentas de engenharia da Cisco.

A Cisco primeiro usou outsourcing para complementar os esforços dos times nos EUA, mas – segundo ela – a taxa de atração é “terrível”. Depois disso, a Cisco começou a mandar projetos importantes, para que os terceirizados “não sentisse quem damos apenas os trabalhos que não queremos fazer”. Com isso, ela afirma que a taxa de redução diminuiu sensivelmente.

A companhia agora tem dificuldades para garantir que sua propriedade intelectual está protegida em projetos de terceirização na China, acrescenta Roberts. A Cisco está trabalhando na criação de processos automatizados de separar itens chaves para garantir a proteção.

Dave Lubanko, consultor principal da linha Rational, afirma que as companhias têm problemas para decidir quando mandar um projeto para desenvolver fora. Novos projetos podem ser difíceis de gerenciar, enquanto enviar softwares maduros para atualizar pode causar impactos na qualidade.

“As empresas bem-sucedidas têm enviado primeiro projetos secundários, para depois enviar iniciativas maiores”, ele disse. “A maioria das empresas mantém o departamento de teste e de qualidade próximo de sua organização, enquanto o desenvolvimento vai para outros países”. Lubanko ressaltou que, independente do tipo do setor das empresas, a opção pelo offshore leva, em média, de seis a 12 meses para ter retorno de investimento.

Os painelistas concordaram que é importante definir métricas para medir o desempenho de trabalhadores de além mar, mas é preciso de cautela quando for o momento de explicar e de implementar as métricas.

Por fim, os entrevistados foram perguntados se o custo de mão de obra fosse o mesmo nos EUA e no resto do planeta, eles continuariam a terceirizar o desenvolvimento. Ainda que seja uma maneira importante de encontrar novos mercados em potencial, Roberts, da Cisco, acredita que a companhia iria provavelmente reduzir o desenvolvimento em offshore. Ela destaca que em alguns locais, como na Índia, as economias com mão de obra são prejudicadas pelos custos mais altos em infra-estrutura.

Nanette Brown, diretora de arquitetura da rede norte-americana de varejo Pitney Bowes, afirma que a sua companhia também diminuiria o offshore se os custos de mão de obra fossem iguais. Contudo, em vez de competir pelos trabalhadores mais baratos, o mercado provavelmente passaria a competir por especialização. “As pessoas iriam competir para desenvolver áreas de conhecimento que seriam interessantes para terceirizar. Isso seria excitante”, completa.

Opinião do Leitor
Não há comentários para essa notícia
Publicidade
Publicidade
As mais lidas
60 melhores empresas de TI e Telecom para trabalhar

A elite do RH de TI e Telecom no Brasil

Computerworld e Instituto GPTW apresentam as Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar 2009.

Veja o Especial

Confira o ranking:

  1. Chemtech
  2. Kaizen
  3. Microsoft
  4. Cisco do Brasil
  5. Google Brasil
Veja o ranking completo com as 60 empresas

SLIDE SHOWS

Publicidade
coluna tv
Newsletters
Assine a Computerworld